Sanção 'destrói' chances de diálogo, diz Pyongyang

Coreia do Norte eleva tom com EUA, um dia após Hillary e Gates visitarem Seul e ampliarem cerco ao regime comunista

AP, O Estado de S.Paulo

23 de julho de 2010 | 00h00

SEUL

A Coreia do Norte alertou ontem os EUA que a imposição de novas sanções e a realização de exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul desestabilizam a região, além de "destruir" a disposição para negociações nucleares. A ofensiva retórica ocorre um dia após os secretários de Estado e Defesa dos EUA, Hillary Clinton e Robert Gates, visitarem a Coreia do Sul.

"Se os EUA realmente estão interessados na desnuclearização da Península Coreana, deveriam conter os exercícios militares e as sanções", disse Ri Tong, porta-voz do governo norte-coreano. As ações, declarou Ri, são parte de uma "política hostil para a Coreia do Norte".

Hoje, tem início em Hanói a cúpula de segurança dos Países do Sudeste da Ásia (Asean), que deve debater o naufrágio de um navio de guerra sul-coreano, há dois meses. Seul e Washington acusam Pyongyang pela afundamento, mas o governo norte-coreano nega envolvimento.

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