Sanções ao Irã estão 'praticamente fechadas', diz Putin

Pimeiro-ministro russo afirma que sanções não devem ser 'excessivas'

AE e EFE, Agência Estado

08 de junho de 2010 | 09h14

ISTAMBUL - Uma quarta rodada de sanções no Conselho de Segurança (CS) das Nações Unidas contra o Irã, pelo programa nuclear do país persa, está "praticamente fechada", disse nesta terça-feira, 08, o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, segundo a agência de notícias russa ITAR-TASS. "Nós trabalhamos muito e acredito que a resolução esteja praticamente fechada."

Putin concedeu entrevista coletiva em Istambul, na Turquia. A Rússia é um dos cinco membros permanentes do CS com poder de veto. Os outros são Estados Unidos, França, Grã-Bretanha e China.

 

Putin disse, porém, que as sanções não devem ser extremas. "Nosso ponto de vista é que essas decisões não devem ser excessivas e não devem deixar o povo iraniano em uma posição complicada, que ergueria barreiras na rota para a energia nuclear com fins pacíficos."

O premier russo disse que se encontrará com o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, em Istambul. Ambos participam de um encontro sobre segurança na Ásia. "Nós podemos discutir esses assuntos com ele."

Antes dos comentários de Putin, Ahmadinejad afirmou que seu país não pretende discutir mais a questão nuclear, caso o Irã receba novas sanções na Organização das Nações Unidas (ONU).

 

"Eu já disse que o governo dos EUA e seus aliados estão enganados se eles pensam que podem nos impor sanções e então sentar para conversar conosco. Isso não acontecerá", advertiu Ahmadinejad.

O CS deve realizar uma reunião hoje sobre as possíveis sanções ao Irã. A Turquia e o Brasil ocupam assentos temporários no CS, sem poder de veto. Potências lideradas pelos EUA temem que o Irã busque secretamente produzir armas nucleares, mas Teerã alega ter apenas fins pacíficos. A intenção dos que defendem novas sanções é votar o texto ainda esta semana.

 

Por sua parte, Putin condenou o ataque israelense contra o comboio humanitário, em uma operação na qual morreram nove ativistas turcos.

 

"Expressamos nossa preocupação pelo assalto de Israel. Condenamos a incursão ao comboio de ajuda. Infelizmente, a incursão ocorreu em águas internacionais e isto nos causa uma especial preocupação", indicou o primeiro-ministro russo.

 

Erdogan agradeceu publicamente o apoio de Putin à Turquia na entrevista coletiva e destacou que ambos líderes trataram também sobre questões destinadas a reforçar as relações energéticas e econômicas bilaterais

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