Sanções comerciais contra o Irã entram em vigor no Japão

O governo japonês aprovou, nesta sexta-feira, 16, uma série de sanções comerciais contra o Irã determinadas pelo Conselho de Segurança da ONU, abrangendo artigos que poderiam contribuir para os programas iranianos de mísseis balísticos e nucleares.O ministro porta-voz, Yasuhisa Shiozaki, afirmou que é necessário dar uma resposta à crise nuclear iraniana, segundo informou a agência local Kyodo. Na sua opinião, a comunidade internacional enfrenta atualmente dois problemas de segurança globais, com os programas nucleares do Irã e da Coréia do Norte. Shiozaki disse que as importações japonesas de petróleo iraniano e o desenvolvimento do poço petrolífero iraniano de Azadegan não estão relacionados com as sanções anunciadas nesta sexta. "Este é um assunto nuclear e de mísseis", disse Shiozaki, que minimizou a possibilidade de as sanções afetarem interesses econômicos do país no Irã.O Irã é um importante exportador de petróleo para o Japão, que além disso é um acionista do poço de Azadegan. As medidas anunciadas incluem a proibição do comércio com qualquer tipo de material que possa contribuir para os programas de mísseis e nuclear de Teerã. Elas entrarão em vigor no sábado.Além disso o governo congelará os ativos no Japão de 10 instituições e 12 cidadãos iranianos listados na resolução das Nações Unidas. O ministro de Relações Exteriores, Taro Aso, afirmou que o Japão pedirá ao Irã que coopere com a comunidade internacional para solucionar pacificamente o conflito nuclear.Em 23 de dezembro o Conselho de Segurança das Nações Unidas impôs sanções comerciais ao Irã por causa de sua recusa a interromper seu programa de enriquecimento de urânio. Todos os países-membros deverão informar antes de 60 dias os passos que tomaram para pôr em vigor as medidas.

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