Sanções contra a Síria já custaram US$ 4 bi ao país

O ministro do Petróleo da Síria, Sufian Allaw, reconheceu que as sanções internacionais impostas ao país afetaram o setor petrolífero e que já custaram US$ 4 bilhões à economia síria.

AE, Agência Estado

23 Maio 2012 | 11h14

Allaw afirmou nesta quarta-feira que as sanções impostas pelos Estados Unidos e pela União Europeia, com o objetivo de pressionar o presidente Bashar Assad, são responsáveis pela falta de bens, o que faz com que os sírios enfrentem filas para comprar gás de cozinha e outros produtos.

As declarações do ministro são parte da retórica do regime de Damasco após 14 meses de levante, que provocaram uma crise que representa a maior ameaça ao governo da família Assad em quatro décadas.

Antes do início do levante sírio, em março de 2011, o setor petrolífero era o pilar da economia síria. As exportações de petróleo - principalmente para a Europa - rendiam ao país entre US$ 7 milhões e US$ 8 milhões por dia, segundo David Schenker, do Instituto para Políticas do Oriente Próximo, de Washington. Esse rendimento foi extremamente importante para a manutenção dos US$ 17 bilhões em reservas estrangeiras que o governo tinha no início do levante.

Falando aos jornalistas em Damasco nesta quarta-feira, Allaw disse que as sanções custaram ao setor petrolífero sírio cerca de US$ 4 bilhões. O preço do botijão de gás de cozinha mais do que quadruplicou e há falta do produto em todo o país. Segundo o ministro, a produção síria de gás abastece apenas metade das necessidades do país.

Para melhorar a situação, autoridades tentam importar de países que não tenham imposto sanções à Síria. Um navio venezuelano com 35 mil toneladas do combustível atracou na Síria na terça-feira, segundo Allaw, e outro está a caminho. Ele disse também que o governo tenta importar gás da Argélia e do Irã. As informações são da Associated Press.

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