Sanções contra o Irã ainda têm tempo para surtir efeito, dizem EUA

Governo afirmou ainda ter 'espaço de manobra' antes de planejar ataque militar contra Teerã

Reuters,

11 de agosto de 2010 | 22h20

WASHINGTON- O governo dos Estados Unidos afirmou nesta quarta-feira, 11, que tem bastante "espaço de manobra" para esperar que as sanções contra o Irã surtam efeito antes de aderir outros modos de impedir Teerã a desenvolver armas nucleares.

 

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Jim Jones, assessor de segurança nacional do presidente Barack Obama, deixou claro que Washington continuará a pressionar o Irã, mas ressaltou que o governo acredita ter um longo prazo antes de considerar uma ação militar contra o país persa.

 

"Nós queremos dar uma boa oportunidade de trabalho a essas sanções antes de fazer qualquer outra coisa", disse Jones à CNN, se referindo às novas medidas da ONU para punir o Irã pelo seu controverso programa nuclear.

 

Em abril, altos oficiais do Pentágono informaram o Congresso de que Teerã pode produzir urânio enriquecido suficiente para uma única arma nuclear em um ano, mas provavelmente precisaria de cinco anos para montá-la, testá-la e desenvolvê-la.

 

Os Estados Unidos e outras potências ocidentais acreditam que o Irã busca desenvolver armas nucleares sob o disfarce de um programa nuclear civil , o que Teerã nega.

 

Israel, o maior inimigo do Irã, apoia as sanções e a diplomacia americana e deixou aberta a possibilidade de um ataque militar contra Teerã. Acredita-se que o Estado judeu seja a única potência nuclear do Oriente Médio.

 

Efeito das sanções

 

Reiterando afirmações anteriores de outros membros do governo, Jones insistiu que há sinais de que as sanções estão começando a surtir efeito sobre o Irã e que o programa nuclear do país pode não estar tão avançado quanto os EUA temem.

 

"nós temos evidências, como o presidente disse na semana passada, de que as sanções estão de fato causando a eles uma grande dificuldade, e de que o programa nuclear (do Irã) pode não estar tão avançado como nós pensávamos há um ano", disse Jones.

 

"Nós fizemos um enorme trabalho para descobrir quais são nossos prazos e qual é o "espaço de manobra" com o qual contamos na comunidade internacional", afirmou o assessor.

 

Jones, no entanto, se recusou a responder quanto tempo seria dado para as sanções terem efeito, e reiterou que a porta continua aberta para conversações nucleares com Teerã.

 

Perguntado sobre quando Obama iria aceitar o convite do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, para um encontro na Assembleia Geral em setembro, Jones disse que o fórum do grupo 5+1 - formado por China, Reino Unido, Rússia, França, EUA e Alemanha - é o "lugar certo" para o início das conversas.

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