Sanções contra o Irã são perigosas, adverte Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva advertiu hoje que as sanções propostas pelos Estados Unidos contra o Irã, por causa do programa nuclear de Teerã, podem levar a uma guerra no Oriente Médio. As declarações foram feitas em entrevista à Associated Press antes do início de uma viagem de Lula ao Oriente Médio na próxima semana, quando ele visitará Israel, Jordânia e o território palestino da Cisjordânia.

AE-AP, Agencia Estado

09 de março de 2010 | 16h33

Lula disse que as sanções poderiam isolar o Irã de tal forma que as tensões poderiam ficar fora de controle e isso, sugeriu ele, poderia levar à guerra. "Nós não queremos repetir no Irã o que aconteceu no Iraque", disse Lula, uma semana depois de recusar os apelos da secretária de Estado norte-americana Hillary Clinton pelo apoio do Brasil a uma nova rodada de sanções.

O Irã deu andamento a seu programa nuclear apesar das penalidades impostas pela Organização das Nações Unidas (ONU), mas os Estados Unidos e seus aliados dizem que uma nova demonstração de determinação poderia finalmente levar o Irã à mesa de negociação.

Lula disse que o Brasil não vai apoiar as sanções e que vai tentar convencer o presidente Mahmoud Ahmadinejad, durante sua visita a Teerã em maio, a retomar as negociações e diminuir os temores sobre o programa nuclear iraniano.

"Eu já disse a eles (autoridades iranianas) que a guerra precisa ser evitada a todo custo", disse o presidente. "A quem interessa a guerra?", questionou.

Lula disse que o Brasil é o único intermediário qualificado para as negociações com o Irã porque o País tem um programa nuclear pacífico e está usando sua crescente importância econômica para assumir uma papel maior internacionalmente.

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