Sanções dos EUA ao Irã podem afetar a Petrobras

O projeto de lei de sanções unilaterais dos Estados Unidos contra o Irã, por enquanto, deixa a salvo a Petrobras, mesmo em caso de exportações de etanol ao mercado iraniano. Mas o setor empresarial brasileiro já foi alertado por senadores americanos de que, diante de qualquer gesto de fornecimento do produto ao Irã, uma emenda será facilmente agregada para permitir a punição.

AE, Agência Estado

23 de junho de 2010 | 08h33

A proposta começou ontem a tramitar no Congresso e deve ser aprovada. Assim como outras empresas do setor, a Petrobras sofreria sanções em caso de fornecimento de petróleo e derivados, especialmente gasolina, e se tivesse mantido o investimento no país, abandonado em 2009. Mas companhias brasileiras de outros segmentos estarão sujeitas às represálias unilaterais dos EUA se fornecerem bens, serviços e tecnologia aos setores petroleiro e nuclear do Irã. O Brasil exportou US$ 1,2 bilhão no ano passado ao país.

A interpretação da lei, após aprovada, tende a ser flexível. O Brasil já foi advertido pela Casa Branca, na época da aprovação das sanções do Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU), que seria punido se fossem registrados embarques de etanol ao Irã.

O projeto Dood-Berman amplia as sanções unilaterais de 1996 contra o Irã ao atingir também companhias estrangeiras que não atuam nos EUA. Para especialistas, o texto é menos agressivo que as versões originais, mas terá impacto sobretudo na população iraniana. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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