Sanções econômicas dos EUA à Coréia do Norte continuarão

Washington levantou algumas restrições à Pyongyang após o país ter entregue relatório de atividades nucleares

Reuters e AP,

26 de junho de 2008 | 14h41

As sanções dos Estados Unidos para o combate da lavagem de dinheiro, financiamento das atividades ilícitas e proliferação de armas da Coréia do Norte continuarão em vigor apesar do aliviamento dos outros tipos de restrições a Pyongyang, declarou um porta-voz do Tesouro americano nesta quinta-feira, 26. Veja também:EUA vão retirar Coréia do Norte do 'Eixo do mal', diz BushCoréia do Norte entrega detalhes de programa nuclear à China A mudança da administração Bush para levantar algumas sanções após a Coréia do Norte ter entregue o muito aguardado relatório de suas atividades nucleares não irão restaurar o acesso do país ao sistema bancário internacional, informou o porta-voz John Rankin. "Qualquer mudança nesta situação será um processo a longo prazo e dependerá da mudança de comportamento da Coréia do Norte em adequar os programas doméstico anti lavagem de dinheiro e anti financiamento do terrorismo aos padrões internacionais", acrescentou Rankin. O documento da Coréia do Norte foi entregue por representantes do país às autoridades chinesas, confirmou nesta quinta o ministério das Relações Exteriores da Coréia do Sul à agência de notícias sul-coreana Yonhap.  O relatório contém detalhes das usinas atômicas norte-coreanas, porém não revela quantas armas nucleares o Estado comunista possui nem o que será feito delas.  O presidente americano confirmou que o país destruirá a torre de resfriamento do reator atômico diante da imprensa na sexta. Em 2002, o presidente americano, George W. Bush, mencionou a Coréia do Norte, junto com o Irã e o Iraque, como membros de um "eixo do mal" que, supostamente, patrocinava o terrorismo e buscava a aquisição de armamento nucleares.

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