Sanções não deterão desenvolvimento nuclear, diz Irã

País irá se reunir com potências ocidentais no final da semana em Istambul

Associated Press

18 de janeiro de 2011 | 15h02

TEERÃ - O presidente Mahmud Ahmadinejad disse nesta terça-feira, 18, que o Irã segue com seu programa nuclear e advertiu que o país não irá se desviar de seus objetivos mesmo que o Conselho de Segurança da ONU aprove 100 mil resoluções contra seu país.

 

O Irã se prepara para reiniciar as negociações com as potências mundiais em Istambul. Teerã endureceu sua posição para a reunião com os Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, Rússia e China, que acontecerá entre os dias 21 e 22 de janeiro. Funcionários iranianos disseram que não discutirão o direito de seu país de enriquecer urânio.

 

Ahmadinejad disse que "o Irã avança na energia nuclear", enquanto os estados Unidos e seus aliados "apenas emitem resoluções", informou a agência Fars.

 

"Que aprovem 100 mil resoluções", disse. "Não é importante. Que digam o que quiserem".

 

O enriquecimento de urânio é o ponto central da disputa entre o Irã e os países ocidentais, uma tecnologia que pode ser usada para produzir combustível nuclear ou materiais para uma ogiva atômica. O Conselho de Segurança aprovou uma quarta rodada de sanções contra o Irã em meados de 2010 por sua recusa em desistir do enriquecimento de urânio.

 

Os Estados Unidos e alguns aliados acusam Térrea de usar seu programa de energia nuclear civil para encobrir sua intenção de fabricar armas. Teerã nega as acusações e assegura que sua intenção é apenas produzir energia elétrica e isótopos medicinais.

 

Na semana passada o Irã levou vários delegados internacionais , nenhum deles de potências mundiais, a suas instalações nucleares com a esperança de ganhar apoio antes da reunião de Istambul. No entanto, Rússia, China e a União Europeia recusaram o convite. A UE disse que cabia aos inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica da ONU verificar se o programa iraniano tem fins exclusivamente pacíficos.

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