Sanções não resolvem programa nuclear do Irã, diz China

Sanções mais duras nas Nações Unidas contra o Irã não conseguirão resolver as tensões por causa do programa nuclear do país, afirmou o Ministério das Relações Exteriores chinês nesta sexta-feira. Ainda que sem descartar totalmente novas medidas, um porta-voz da chancelaria, Hong Lei, disse que a China continua a manter a política de diálogo franco, em vez da coerção, para convencer o Irã a cooperar com os inspetores nucleares da ONU.

AE, Agência Estado

11 de novembro de 2011 | 09h41

"O diálogo e a cooperação são o meio mais efetivo de resolver a questão nuclear iraniana. Sanções e a pressão não podem fundamentalmente resolver o tema", afirmou Hong.

A China tem poder de veto no Conselho de Segurança da ONU e quer trabalhar com outra nações para elaborar uma resolução sobre o tema, disse Hong. Pequim concordou de modo relutante com as quatro sanções anteriores ao Irã, mas ainda precisa dizer se defenderá novas sanções, após a divulgação esta semana de um relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) documentando as ambições nucleares de Teerã.

A China geralmente vota junto com a Rússia nessas questões. Moscou tem rejeitado novas sanções e advertiu contra qualquer ação militar voltada ao Irã. Hong também defendeu as relações econômicas com o Irã, dizendo que elas são normais e transparentes e não violam qualquer sanção existente. O Irã já sofreu quatro rodadas de sanções no Conselho de Segurança da ONU, mas afirma ter apenas fins pacíficos em seu programa nuclear. As informações são da Associated Press.

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