Sanções prejudicariam diálogo no Zimbábue, diz África do Sul

Conselho de Segurança da ONU pode aprovar sanções nesta sexta; governo sul-africano é o mediador da crise

Efe,

11 de julho de 2008 | 15h56

A África do Sul advertiu nesta sexta-feira, 11, que eventuais sanções do Conselho de Segurança da ONU contra o governo do Zimbábue atrapalharão o reatamento do diálogo dos governistas com a oposição. A declaração foi feita pelo embaixador sul-africano nas Nações Unidas, Dumisani Kumalo, na saída de uma reunião do principal órgão da ONU. Veja também:Oposição e governo iniciam negociações no ZimbábueONU pedirá embargo de armas contra o Zimbábue, diz Brown Kumalo disse que os 15 membros do Conselho poderiam votar sobre a resolução com as sanções em uma reunião às 16 horas - no horário de Brasília. "Como negociadores, isso nos colocaria em uma posição muito difícil", comentou o embaixador. O diplomata afirmou que um dos efeitos imediatos das sanções seria a interrupção das conversas iniciadas na quinta-feira entre a oposição e o governo do presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, com mediação da África do Sul. Segundo Kumalo, uma vez em vigor, as sanções obrigariam o negociador pelo lado do governo zimbabuano, o ministro da Justiça Patrick Chinamasa, a abandonar a África do Sul. Kumalo também lamentou que o texto proposto pelos Estados Unidos não imponha obrigações à oposição zimbabuana para que se chegue a uma solução negociada com o governo de Mugabe. "Em todas as resoluções se faz referência às duas partes, menos nesta", comentou. O projeto de resolução impõe a Mugabe e a 11 altos dirigentes de seu regime a proibição de viajar e o congelamento de todos os seus bens. A minuta, que também prevê um embargo de armas ao país africano, condena a decisão de Mugabe de seguir adiante com as eleições de 27 de julho, devido à "campanha de violência contra a oposição política" que levou à retirada da disputa de seu rival, Morgan Tsvangirai.

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