Sanções retardam programa nuclear do Irã, diz ONU

As sanções internacionais estão retardando o programa nuclear do Irã, porém a república islâmica desobedeceu repetidas vezes um embargo à venda de armas e as enviou à Síria, afirmaram investigadores da Organização das Nações Unidas (ONU) em um relatório. Seis das nove violações de um embargo das Nações Unidas sobre os controversos envios de armas pelo Irã envolvem a Síria, segundo o documento.

AE, Agência Estado

12 de maio de 2011 | 15h12

O Conselho de Segurança (CS) da ONU já aprovou quatro rodadas de sanções contra o Irã pelo fato de o país persa enriquecer urânio, o que, na opinião das nações ocidentais, encobre um programa para buscar armas nucleares. Um painel de especialistas que monitoram as sanções dizem que o Irã as está contornando, porém o programa nuclear foi atingido.

As sanções estão "reduzindo o programa nuclear do Irã, mas ainda não tiveram um impacto sobre o cálculo da decisão da liderança de respeitar a interrupção do enriquecimento de urânio e das atividades relativas à água pesada", segundo o relatório. Acredita-se que o Irã esteja "mais perto de exaurir seu suprimento de óxido de urânio", de acordo com o documento. Teerã precisa, assim, buscar novas fontes de urânio para expandir seu enriquecimento.

O enriquecimento de urânio é um processo que pode ser usado tanto para fins pacíficos, como a produção de energia, como para a produção de armas nucleares. O Irã alega ter apenas fins pacíficos.

O relatório afirma que o Irã está contornando as sanções em todas as áreas, em particular com companhias de fachada, para embarcar itens proibidos, realizar transações financeiras e transferir armas convencionais e outros materiais relacionados. O painel de especialistas recomenda que se adicionem nomes de mais indivíduos e companhias a uma lista de pessoas e empresas sancionadas pela ONU.

O relatório afirma que o Irã tentou comprar tecnologia nuclear por meio de países intermediários, em outra tática para burlar as sanções. As companhias de fachada, da Guarda Revolucionária iraniana, enviaram posteriormente essa tecnologia ao Irã.

"O painel nota que a maioria dos incidentes relatados de violações relacionadas a armas convencionas envolve a Síria, que tem uma longa e estreita relação com o Irã", diz o relatório. Os investigadores afirmam que Turquia, Chipre, Reino Unido e Alemanha cometeram violações relativas à venda de armas. As informações são da Dow Jones.

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