Joe Raedle/AFP
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Sanders ataca Hillary e diz que ela não está ‘qualificada’ para ser presidente dos EUA

Em um comício na Filadélfia, pré-candidato democrata disse que a ex-secretária de Estado estaria ‘nervosa’ e enumerou os motivos que a incapacitariam de assumir a Casa Branca

O Estado de S. Paulo

07 Abril 2016 | 08h13

WASHINGTON - O senador e pré-candidato à presidência dos EUA pelo Partido Democrata, Bernie Sanders, deu mais um passo na quarta-feira na guerra verbal com sua rival Hillary Clinton ao assegurar que ela não está "qualificada" para ser presidente, tanto por suas ações do passado como atuais.

Depois que Hillary questionou a capacidade de Sanders de dirigir os EUA e, inclusive, suas credenciais como integrante do Partido Democrata, o veterano senador respondeu à ex-secretária de Estado em um comício na Filadélfia, onde disse que ela estaria "nervosa" e enumerou os motivos que, para ele, a incapacitam para a presidência.

"Acredito que ela não está qualificada se recebe milhões de dólares em fundos de interesses especiais por meio de seu Superpac (grupo de ação política). Não acredito que uma pessoa que recebe US$ 15 milhões de Wall Street esteja qualificada", comentou Sanders, em referência aos vínculos de Hillary com o setor financeiro nova-iorquino.

"Não acredito que esteja qualificada depois de votar a favor de uma guerra desastrosa no Iraque", acrescentou Sanders, que frequentemente menciona o fato de Hillary ter sido favorável à Guerra do Iraque quando era senadora por Nova York, enquanto ele votou contra.

Sanders ainda disse que ela não está qualificada para ser presidente por ter apoiado "praticamente cada um dos desastrosos acordos comerciais" que custaram aos EUA milhões de postos de trabalho com salários "decentes".

O senador, que se autoproclama um socialista democrático e só se financia por meio de doações individuais, com uma média de US$ 27 por contribuição, aproveitou também as notícias da atualidade para criticar Hillary por ela ter apoiado o acordo de livre-comércio com o Panamá, ao qual ele se opôs fervorosamente.

"Você apoiou o acordo de livre-comércio com o Panamá que, como todos sabem, permitiu que as grandes corporações e os ricos de todo o mundo evitassem o pagamento de seus impostos para seus respectivos países", comentou Sanders em referência ao escândalo da divulgação dos chamados Panama Papers. /EFE

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