Michael Wyke/AP
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Biden e Sanders citam coronavírus e suspendem eventos de campanha

Candidatos democratas cancelam comícios no Estado de Ohio em razão da epidemia

Redação, O Estado de S.Paulo

10 de março de 2020 | 18h08
Atualizado 23 de julho de 2020 | 14h33

WASHINGTON - Os pré-candidatos democratas Bernie Sanders e Joe Biden anunciaram o cancelamento de eventos de campanha desta terça-feira, 10, citando preocupações com o coronavírus. As duas campanhas disseram que consultarão autoridades ligadas à saúde pública para determinar como proceder nos próximos dias.

“Nossa preocupação é com a segurança e a saúde pública”, disse Mike Casca, chefe da campanha de Sanders. “Respeitamos as advertências das autoridades do Estado de Ohio, que expressaram sua preocupação em organizar grandes eventos em espaços fechados durante a epidemia de coronavírus.”

Logo em seguida, Biden tomou a mesma decisão. “De acordo com a orientação das autoridades locais e por precaução, decidimos cancelar o comício em Cleveland”, afirmou pelo Twitter Kate Bedingfield, diretora de comunicação da campanha do ex-vice-presidente americano.

Seis Estados realizam primárias nesta terça-feira, alocando 365 delegados. De todas as votações, a mais importante acontece em Michigan, de perfil industrial, que foi chave para a vitória de Donald Trump, em 2016. A vitória no Estado reforçaria o status – reivindicado por ambos – de melhor nome para derrotar o presidente na eleição de novembro. 

Segundo projeções feitas na noite desta terça-feira, Biden venceu no Estado, assim como em Mississippi e Missouri. Por enquanto, o ex-vice-presidente está na frente de Sanders na contagem de delegados e segue como o favorito para obter a indicação do partido. 

As primárias foram um teste especial para o Estado de Washington, o mais afetado pela epidemia de coronavírus. Até o início da noite desta terça-feira, segundo o New York Times, os EUA tinham 955 casos confirmados, dos quais 262 em Washington, com 24 mortes no Estado – do total de 29 registradas no país inteiro. 

As prévias de Washington, no entanto, têm uma peculiaridade: os votos são todos enviados pelo correio, o que evita filas e aglomerações. Mesmo assim, as autoridades estaduais emitiram alertas à população com um apelo para que os eleitores não lambam os envelopes antes de postá-los.

Na Casa Branca, Trump está em uma encruzilhada. Desde o início da epidemia, ele vem minimizando os efeitos do coronavírus – o que vem lhe rendendo críticas de todos os lados. Nos bastidores, porém, o presidente estaria apavorado com a perspectiva de contrair a doença. Isso porque vários congressistas aliados admitiram ter tido contato com pessoas que testaram positivo.

Entre eles estão os deputados republicanos Matt Gaetz, que pegou carona na limusine de Trump na Flórida e viajou no avião presidencial, e Doug Collins, amigo pessoal, que foi fotografado na sexta-feira apertando a mão do presidente. O próximo chefe de gabinete, Mark Meadows, entrou em quarentena voluntária por também ter tido contato com um homem diagnosticado com o coronavírus durante uma conferência no subúrbio de capital americana, há duas semanas. / AP, NYT e WP

 

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