Oswaldo Rivas/Reuters
Oswaldo Rivas/Reuters

Sandinistas defendem e opositores pedem renúncia de Ortega na Nicarágua

O país vive uma crise que em mais de quatro meses deixou centenas de mortos

EFE

26 Agosto 2018 | 01h56

MANÁGUA - Milhares de sandinistas saíram neste sábado, 25, mais uma vez às ruas de Manágua, capital da Nicarágua, para manifestar seu apoio ao presidente Daniel Ortega, enquanto os opositores fizeram o mesmo em diferentes municípios, mas para pedir a renúncia do líder.

O presidente recebeu o apoio de milhares de seus correligionários, entre eles funcionários públicos e membros da Juventude Sandinista, no meio de uma crise que em mais de quatro meses deixou centenas de mortos.

Os sandinistas, que na sua maioria carregavam bandeiras do seu partido, marcharam desde a Praça das Vitórias até a Avenida de Bolívar a Chávez, em um percurso de cerca de quatro quilômetros, com palavras de ordem a favor do líder.

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Durante o ato, que se transformou em uma festa sandinista, os presentes cantaram e dançaram uma música no ritmo da cúmbia, que o sandinismo e a Polícia usam como símbolo das manifestações a favor do presidente.

"Estamos aqui em apoio do nosso comandante Daniel Ortega e para exigir justiça contra o terrorismo golpista", disse a jornalistas o coordenador da Juventude Sandinista, Milton Ruiz, em referência a quem protesta contra o Governo desde o dia 18 de abril.

Enquanto isso, outros milhares de nicaraguenses marcharam, separadamente, em diferentes municípios para pedir a renúncia do presidente.

Um jovem da cidade de Granada, que pediu para não ser identificado, disse à Agência Efe que os nicaraguenses vão continuar se manifestando "até que o presidente entenda que o povo não o quer mais, não o querem na Nicarágua ".

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Além de Granada e Manágua, os opositores de manifestaram nas cidades de León e Chinandega, Estelí, e Camoapa, de acordo com os organizadores.

Desde abril passado, milhares de nicaraguenses saíram às ruas para protestar contra Ortega, no ambiente de uma crise que deixou entre 322 e 448 mortos, segundo organismos humanitários internacionais e locais, enquanto o Governo reconhece 198 vítimas e denuncia uma tentativa de golpe de Estado. /EFE

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