Sandy matou mais de 90; Staten Island critica Maratona

Já supera 90 o número de mortos por causa da passagem do furacão Sandy pela costa leste dos Estados Unidos, informaram as autoridades nesta sexta-feira. A companhia de previsões Eqecat estima o prejuízo total no país em US$ 50 bilhões, o que tornaria a tempestade a segunda mais custosa da história americana, após o furacão Katrina, em 2005. A estimativa inclui danos materiais e perda de negócios. Apenas na cidade de Nova York, foram mortas 40 pessoas, das quais 19 em Staten Island. Moradores de Staten Island, um dos distritos mais pobres da cidade, criticaram nesta sexta-feira o não cancelamento da Maratona de Nova York, que ocorrerá domingo, e se disseram abandonados pelo poder público. Staten Island, com mais de 400 mil habitantes, funciona como uma cidade-dormitório de Nova York.

AE, Agência Estado

02 de novembro de 2012 | 19h01

No Caribe, atravessado pela tempestade na semana passada, o furacão Sandy matou 65 pessoas, 51 das quais no Haiti e 11 em Cuba.

O Departamento de Energia do governo americano disse que as empresas restauraram o fornecimento de energia para 1,4 milhão de consumidores desde o começo da noite da quarta-feira, mas mais de 4,6 milhões de pessoas continuam sem energia.

Os moradores de Staten Island criticaram a decisão de não cancelar a Maratona de Nova York, corrida que acontecerá no domingo e cujo ponto de partida será justamente Staten Island. "É repugnante", disse George Rosado, morador de Staten Island. Moradores também acusaram a Cruz Vermelha norte-americana de abandonar Staten Island e não socorrer moradores locais, principalmente os idosos. Algumas ruas de Staten Island continuam cheias de pilhas de lixo e permanecem alagadas.

"É revoltante, repugnante. Eles deveriam trazer os recursos para ajudar os idosos que não conseguem nem sair de casa. Isso é mais importante que uma Maratona, agora", disse Rosado. A corrida atrai mais de 40 mil participantes, com cerca de 20 mil vindos de outros países e pagando centenas de dólares para participar da corrida, que começa em Staten Island, atravessa uma ponte e vai até o Central Park na ilha de Manhattan.

O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, defendeu a manutenção da maratona, lembrando que mesmo após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 ela foi realizada. "Você pode lamentar, você pode chorar, você pode rir, seres humanos são bons em fazer isso. Mas Nova York precisa mostrar que está se recuperando", afirmou Bloomberg.

As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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