Santo Sudário volta a ser exposto em Turim

O Santo Sudário voltou a ser exposto para uma aparição especial na televisão neste sábado em meio a uma nova pesquisa que contesta alegações de que a peça seria uma falsificação medieval e sustenta que o tecido data aproximadamente da época da morte de Jesus Cristo.

Agência Estado

30 de março de 2013 | 16h09

O papa Francisco gravou em vídeo uma mensagem especial para o evento na Catedral de Turim, mas não chegou a dizer que a imagem gravada no pano, de um homem com ferimentos similares aos sofridos por Cristo, seja realmente de Jesus.

O pontífice referiu-se ao Santo Sudário como um "ícone", e não como uma "relíquia", o que pode ser considerada uma diferenciação importante.

"Esta imagem, impressa no tecido, fala aos nossos corações e nos leva a subir até o Calvário, a olhar para a cruz de madeira e a mergulhar no eloquente silêncio do amor", disse Francisco.

"Este rosto desfigurado lembra os rostos de todos os homens e mulheres marcados por uma vida que não respeita sua dignidade, pela guerra e pela violência que afligem os mais fracos", prosseguiu o papa. "Ao mesmo tempo, a face estampada no Sudário transmite grandiosa paz; este corpo torturado transmite uma majestade soberana."

Mantido em uma caixa climatizada, o Santo Sudário raramente é exposto ao público. Na última vez que isso aconteceu, em 2010, mais de 2 milhões de pessoas visitaram a Catedral de Turim para rezar diante da peça. As informações são da Associated Press.

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