Santos agradece ajuda do Brasil em conversas com grupo guerrilheiro

Presidente reeleito essa semana se reuniu com a presidente Dilma Rousseff em Brasília antes de partida da Colômbia pelo mundial

Laís Alegretti, O Estado de S. Paulo

19 de junho de 2014 | 10h41

BRASÍLIA - O presidente reeleito da Colômbia, Juan Manuel Santos, agradeceu nesta quinta-feira, 19, a ajuda do governo brasileiro nas negociações com o grupo guerrilheiro Exército de Libertação Nacional (ELN). "O Brasil ajudou muito desde o princípio. O governo (brasileiro) nos ajudou muito desde o começo, então só tenho palavras de agradecimento neste processo", disse Santos, sem dar mais detalhes por existir um acordo de confidenciabilidade.

O presidente colombiano, que acompanhará a partida da Colômbia pela Copa do Mundo no estádio Mané Garrincha, elogiou a organização da Copa e a relação do páis com o Brasil. "Analisamos que o mundial vai muito bem, as equipes vão muito bem. O mundial está maravilhoso, todo mundo está contente e bem atendido. A hospitalidade do Brasil tem sido espetacular."

Santos afirmou que a seleção colombiana vencerá a Costa do Marfim por um placar de 2 a 1 e se reuniu com a presidente Dilma Rousseff no Palácio da Alvorada.

O presidente gravou uma mensagem à seleção do país: "Temos 47 milhões de colombianos apoiando a seleção. Temos uma grande seleção e aqui estamos para dar todo entusiasmo e apoio a ela, que é simbolo da união nacional."

Santos disse que o encontro com Dilma foi cordial e os dois países têm trabalhado muito juntos. "A presidente foi muito amável, como sempre."

Falando da Unasul (União de Nações Sul-Americanas) e da Aliança do Pacífico, o presidente enfatizou que as alianças devem se complementar e não competir. "A Aliança do Pacífico não é aliança contra ninguém nem competitiva com ninguém. Na medida em que podemos encontrar sinergias com Mercosul, com o Brasil, isso será bem-vindo, porque se trata de buscar a integração da América Latina. Estamos todos totalmente de acordo."

No início da semana, Dilma telefonou para Santos para parabenizá-lo pela vitória na eleição presidencial. O colombiano foi reeleito dia 15 para mais quatro anos de mandato por uma estreita margem de cerca de 900 mil votos.

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