EFE/LEONARDO MUÑOZ
EFE/LEONARDO MUÑOZ

Santos assina decreto convocando plebiscito para acordo de paz

Presidente colombiano oficializou nesta terça-feira, após aprovação no Congresso, a realização da votação que decidirá se o acordo assinado em Havana com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) entrará em vigor ou não

O Estado de S. Paulo

30 Agosto 2016 | 11h17

BOGOTÁ - O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, assinou nesta terça-feira, 30, o decreto que convoca a realização no dia 2 de outubro do plebiscito que decidirá se o acordo de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) será implementado ou não no país. 

Ao assinar o decreto, Santos também divulgou a pergunta que os colombianos responderão: "Você apoia o acordo final para o fim do conflito a construção  de uma paz estável e duradoura?". Acompanhados por ministros de seu governo, que também assinaram o decreto, o mandatário colombiano confirmou que a resposta para a pergunta do plebiscito será "sim" ou "não".

A medida foi autorizada na segunda-feira pelo congresso colombiano depois de votação no plenário da câmara em que 127 parlamentares apoiaram a iniciativa enquanto 15 votaram contra. No Senado, o pedido do presidente teve na votação em plenário 68 votos a favor e 21 contrários.

"Hoje damos mais um passo no caminho da paz. Graças ao Congresso da República aprovamos por uma esmagadora maioria e em tempo recorde damos suporte a convocação do plebiscito que informei na quinta-feira. O plebiscito agora é uma realidade", afirmou o presidente na Casa de Nariño, a sede do Executivo.

A consulta que será realizada no dia 2 de outubro na Colômbia será "clara, simples e não permitirá qualquer confusão", prometeu o presidente. Santos disse ainda que com a pergunta do plebiscito o objetivo é descobrir se "o povo aprova ou não exatamente as palavras que aparecem no título dos acordos". "Não há espaço para confusão. Não é uma pergunta sobre se os colombianos querem ou não a paz. É muito concreta sobre se apoiam ou não o acordo final", disse.

Congresso. Na segunda-feira, o Congresso autorizou o presidente Juan Manuel Santos a convocar para o próximo dia 2 de outubro o plebiscito para referendar o acordo de paz assinado na semana passada com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em Cuba.

O ministro do Interior, Juan Fernando Cristo, expressou sua satisfação pela aprovação. "É um dia de festa e os senhores souberam interpretar este sentimento. Hoje estamos no preâmbulo da paz definitiva para os colombianos", declarou Cristo.

Por sua parte, o senador do partido Aliança Verde, Antonio Navarro, ressaltou que "pela primeira vez este acordo com as Farc vai estar referendado pelos cidadãos". O ex-guerrilheiro acrescentou que "é necessário que todos os que participemos do plebiscito aceitemos o que diga a maioria.

As únicas vozes contrárias foram as do opositor partido de direita, Centro Democrático, liderado pelo ex-presidente e senador Álvaro Uribe. Entre os argumentos para separar-se das maiorias, o uribismo disse que a discussão era inconstitucional porque o acordo final divulgado na semana passada não tinha a assinatura do presidente Santos, já que foi rubricado pelos chefes negociadores do governo e das Farc.

No plebiscito, cuja realização foi avalizada no último dia 18 de julho pela Corte Constitucional, a opção do "sim" deve obter pelo menos 13% do censo eleitoral, o que significa que necessitará pelo menos 4.396.626 votos para ser aprovado. / EFE

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