EFE/Leonardo Muñoz
EFE/Leonardo Muñoz

Santos defende eleições gerais com monitoramento independente na Venezuela

Presidente da Colômbia apoia decisão da oposição venezuelana de não reconhecer resultado de eleições regionais do domingo

O Estado de S.Paulo

17 Outubro 2017 | 11h52

BOGOTÁ - Dois dias depois de a oposição venezuelana contestar o resultado das eleiçõe regionais no país, o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, defendeu a realização de eleições gerais na Venezuela, com uma autoridade eleitoral independente. O pedido foi feito pelo prêmio Nobel da Paz em sua conta no Twitter. Santos e o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, tiveram uma série de desentendimentos nos últimos anos. 

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"A solução diante do não reconhecimento dos resultados eleitorais na Venezuela é a convocação de eleições gerais, com monitores internacionais e um Conselho Nacional Eleitoral independente", disse Santos. 

Segundo a MUD, houve diversas frentes de fraude na votação. Entre as irregularidades denunciadas estão a mudança de mesas de votação de última hora em distritos opositores, intimidação de eleitores por coletivos armados leais ao governo e distribuição de alimentos e dinheiros em troca de votos. 

Ainda de acordo com os opositores, ao passo que  a mudança de locais de votação dificultou os votos contrários ao governo, o clientelismo ajudou a aumentar a participação eleitoral, estimada em 61% e a contar votos para o chavismo onde a derrota era certa. 

“Ontem foi partircularmente exagerado o nível de clientelismo por parte do Estado”, disse Carlos Ocariz, candidato derrotado da MUD em Miranda, Estado que abriga municípios da Grande Caracas. “Não foi uma luta contra o partido do governo, mas contra todo o Estado."/AFP

 

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