EFE/José Jácome
EFE/José Jácome

Santos deve pedir ajuda financeira e medidas pontuais aos EUA para o pós-conflito

Presidente colombiano se reúne nesta quinta-feira com Obama em comemoração aos 15 anos do Plano Colômbia e deve tratar do processo de paz com as Farc

O Estado de S. Paulo

04 de fevereiro de 2016 | 06h00

O presidente Barack Obama recebe nesta quinta-feira, 4, o presidente Juan Manuel Santos no contexto dos 15 anos do Plano Colômbia e um dos assuntos a ser tratado entre os dois líderes será o processo de paz entre Bogotá e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). 

Obama reiterou várias vezes o compromisso dos EUA em apoiar a paz na Colômbia e anunciou na terça-feira 2 que solicitará ao Congresso um "aumento significativo" dos recursos destinados ao pós-conflito no orçamento para o ano fiscal de 2017. O acordo de paz entre Bogotá e Farc deve ser assinado até o dia 23 de março.

Santos deve pedir, além de milhões em ajuda financeira, medidas pontuais com relação às Farc. Veja quais são:

1. Que o Departamento de Estado dos EUA deixe de considerar as Farc como grupo terrorista e a retire da lista - na qual foi incluída em 1997 - que inclui organizações como a Al-Qaeda e o Estado Islâmico. 

2. Que os EUA sigam a iniciativa colombiana e suspendam as ordens de prisão contra os dirigentes do grupo guerrilheiro acusados de narcotráfico, grande parte dos quais participam das negociações em Havana.

3. Aumento da ajuda financeira para cerca de US$ 500 milhões por ano nos próximos 10 anos, dinheiro que seria usado para ajudar a cumprir a agenda pós-conflito, que abrange a desmobilização e reintegração de cerca de sete mil combatentes das Farc e o desenvolvimento regional.

Além de se encontrar com Obama, Santos terá uma reunião com o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, e o vice-presidente americano, Joe Biden. Na quarta-feira, o presidente colombiano se reuniu com líderes do Congresso americano e dos partidos Democrata e Republicano.

Para entender
O Plano Colômbia
O Plano Colômbia

O acordo bilateral - apoiado por democratas e republicanos - assinado em 2.000 tinha a intenção de fortalecer o Estado colombiano, a paz e luta contra o narcotráfico. Os Estados Unidos destinaram nesses 15 anos cerca de US$ 9 bilhões em ajuda, principalmente militar, sendo US$ 296 milhões aprovados para o ano fiscal 2016 (que começou em 1.º de outubro de 2015).Bogotá defende o sucesso do plano que, embora não tenha acabado com o problema das drogas na Colômbia, ajudou a fortalecer o Estado, e também é responsável pelas Farc estarem hoje negociando a paz com o governo. 


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