Santos deve ser questionado por relação com Chávez, diz Uribe

Para o ex-presidente da Colômbia, opositores do líder venezuelano devem exigir a busca de 'valores democráticos'

BOGOTÁ, O Estado de S.Paulo

26 de novembro de 2011 | 03h04

O ex-presidente colombiano Álvaro Uribe (2002-2010) sugeriu que a oposição da Venezuela questione o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, sobre seu vínculo com o venezuelano Hugo Chávez.

"Dizem que o presidente Santos vai à Venezuela dia 28. Por que não fazem um manifesto nos dias anteriores à viagem? E o publicam dizendo: 'Presidente Santos, estamos desconcertados. Como você dá mais importância a US$ 800 milhões do que aos valores democráticos? Os valores democráticos não têm preço'", afirmou Uribe, na quinta-feira, em encontro com opositores venezuelanos em Bogotá.

A quantia que Uribe mencionou é relativa à dívida contraída pela Venezuela com exportadores colombianos, que tem sido paga de maneira gradual após a assinatura de acordos bilaterais que normalizaram as relações entre os países.

Quando Santos chegou à presidência, em agosto de 2010, restabeleceu as relações diplomáticas rompidas por Caracas no mês anterior, após Uribe acusar Chávez de dar proteção a guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Santos tem evitado fazer comentários sobre o assunto e busca impulsionar o comércio com o país vizinho. Essa não foi a primeira vez que Uribe criticou o atual governo colombiano. De acordo com o ex-presidente, valores democráticos estão sendo sacrificados para dar prioridade às tradicionais relações comerciais com Caracas, que, em 2008, movimentaram US$ 6 bilhões.

Crise bilateral. A Venezuela já foi o primeiro parceiro econômico dos colombianos. O comércio bilateral, no entanto, foi praticamente abandonado por Chávez e Uribe. Entre os opositores venezuelanos que se encontraram com o ex-presidente colombiano estavam Eduardo Fernández, líder democrata-cristão e ex-candidato presidencial, Antonio Ledezma, prefeito de Caracas, e Fernando Gerbasi, ex-embaixador venezuelano na Colômbia. / AP e EFE

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