REUTERS/Carlo Allegri
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Santos diz que acordo com Farc ajudará no combate à produção de drogas na Colômbia

Em discurso na Assembleia-Geral da ONU, presidente colombiano destacou que 'a paz é uma missão difícil, mas não impossível'

Cláudia Trevisan, ENVIADA ESPECIAL/NOVA YORK, O Estado de S. Paulo

29 Setembro 2015 | 14h40

NOVA YORK - O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, disse na manhã desta terça-feira, 29, que a realização do acordo de paz com o grupo guerrilheiro Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) permitirá que seu país combata de maneira mais eficaz a produção de drogas em seu país. “Aqueles que protegiam os cultivos ilícitos nos ajudarão a erradicá-los” declarou em discurso na 70ª Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York.

“A paz é uma missão difícil, mas não impossível”, afirmou, em um pronunciamento centrado no acordo obtido há uma semana entre seu governo e representantes das Farc. Segundo ele, o grupo se tornará um aliado nos esforços de erradicação de plantações de coca uma vez que deixem as armas, algo que deve ocorrer apenas no próximo ano, de acordo com o cronograma aprovado por ambos os lados.

De acordo com o compromisso anunciado em Havana, um acordo final deverá ser obtido até o dia 23 de março de 2016. Depois disso, os guerrilheiros terão 60 dias para abandonar suas armas. “Em menos de seis meses daremos adeus à última e mais longa guerra de todo o hemisfério ocidental”, declarou, sob aplausos.

O colombiano disse aos líderes reunidos na ONU que estava “mais otimista do que nunca” em relação à situação de seu país. Santos ressaltou que espera retornar ao local para a Assembleia-Geral do próximo ano como presidente de uma Colômbia em paz e reconciliada.

Segundo ele, o fim do conflito armado permitirá a implementação de uma estratégia mais abrangentes de combate ao tráfico de drogas, que não seja focada apenas na repressão. “Na semana passada eu apresentei um plano integral, que não abrange só o combate às máfias, mas a criação de oportunidades econômicas e sociais aos camponeses.”

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