AFP PHOTO / GUILLERMO LEGARIA
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Santos diz que Missão de Observação Eleitoral dará legitimidade ao plebiscito sobre acordo de paz

Presidente colombiano pediu que resultados sejam aceitos e afirmou que seu governo tem ‘compromisso com a liberdade e a transparência do sufrágio’

O Estado de S.Paulo

01 de outubro de 2016 | 19h39

BOGOTÁ - O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, afirmou neste sábado, 1.º, que a Missão de Observação Eleitoral dará "legitimidade" à votação no domingo do plebiscito na qual os colombianos se manifestarão a favor ou contra o acordo de paz assinado pelo governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

"Os senhores vão dar o selo de legitimidade a este processo. Por isso é tão importante que tenham plena consciência que seu trabalho possa se desenvolver com toda liberdade", disse Santos no ato de instalação da Missão de Observação Eleitoral.

Dela fazem parte o ex-presidente da Guatemala, Álvaro Colóm (2008-2012), e os vencedores do prêmio Nobel de Paz, Rigoberta Menchú e Adolfo Pérez Esquivel, assim como Enrique Iglesias, que lidera a delegação da Missão Eleitoral da Unasul.

O presidente Santos insistiu que seu governo tem "a firme vontade e compromisso com a liberdade e a transparência do sufrágio", razão pela qual agradeceu a presença da Missão que "dá um selo maior de legitimidade e transparência ao processo".

Além disso, fez um pedido para que, uma vez que estejam apurados, se aceitem os resultados, e destacou que se outorgaram "todas as garantias" para os que apoiam o "sim" e os que querem votar pelo "não".

No plebiscito de domingo na Colômbia, cerca de 34,8 milhões de eleitores estarão aptos a ir às urnas para aprovar ou rejeitar o acordo de paz negociado entre o governo colombiano e as Farc.

Cerca de 200 observadores de 25 países formam a Missão de Observação que supervisionará e verificará a transparência eleitoral, para dar garantias democráticas à população.

Outra das tarefas desse grupo é entregar reportes de irregularidades notadas durante o desenvolvimento do plebiscito. / EFE

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