AP Photo/Fernando Vergara
AP Photo/Fernando Vergara

Santos e Farc declaram fim do conflito armado em cerimônia na Colômbia

Presidente dá por encerrado do conflito armado no país, que começou em 1964; líder das Farc ressalta que cumpriu promessa ao país

O Estado de S.Paulo

27 de junho de 2017 | 14h13

MESETAS, COLÔMBIA - O governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) selaram nesta terça-feira, 27, em uma cerimônia na cidade de Mesetas, no cento do país, a deposição das armas do grupo. 

Participam do evento enviados da ONU que verificaram o desarmamento das Farc. O presidente Juan Manuel Santos declarou encerrado o conflito armado no país, que começou em 1964.

"Hoje constatamos com emoção o fim dessa guerra absurda, que deixou mais de 8 milhões de vítimas", disse Santos ao lado do líder das Farc, Rodrigo Lodoño - o Timochenko. "A paz é um acordo entre corações. Hoje, trocamos as armas pelas palavras. Temos um caminho longo, mas o governo seguirá cumprindo o acordo. 

O líder guerrilheiro ressaltou ter cumprido a promessa feita no acordo de paz do ano passado, que rendeu a Santos o Prêmio Nobel da Paz. "O mecanismo de monitoramento do cessar-fogo mostra que não falhamos com a Colômbia", declarou ao lado do enviado da ONU Jean Arnault. "Hoje, entregamos as armas."

"Hoje, ao deixarem as armas que tinham com vocês no contêineres das Nações Unidas, os colombianos e o mundo inteiro sabem que a nossa paz é real e irreversível", concluiu Santos.

A cerimônia ocorreu em uma das áreas de reunião das Farc, a zona Veredal Transitória de Normalização (ZVTN) de Buenavista, também chamada La Guajira e situada em Mesetas, município do departamento de Meta, no centro do país.

No início, Santos, "Timochenko" e os convidados cantaram o hino nacional e depois escutaram uma interpretação do cantor César López, ativista da paz.

Durante a cerimônia foram projetadas imagens de outras 26 zonas veredais onde observadores das Nações Unidas mostraram os containers cheios de armas recebidas das Farc para sua posterior destruição. Em cada uma dessas zonas, os membros da ONU estiveram acompanhados de representantes de diferentes confissões religiosas em qualidade de testemunhas.

A Missão da ONU na Colômbia anunciou ontem que já tinha armazenado as 7.132 armas individuais das Farc, e só falta recolher as que estão com guerrilheiros que têm funções de segurança nos acampamentos até 1 de agosto, quando concluirá essa fase./ EFE e AFP

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