EFE/ORLANDO BARRIA
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Santos e Farc negociam antecipar cessar-fogo para dezembro

Presidente acata sugestão da guerrilha e pede aceleração das negociações para acordo final em Havana

O Estado de S. Paulo

29 Outubro 2015 | 17h31

BOGOTÁ - O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, afirmou ontem que o governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) concordam em decretar um cessar-fogo bilateral no dia 16, caso ambos os lados concordem com os termos para um acordo final de paz. No mesmo dia, senadores colombianos viajaram a Havana para reunir-se com negociadores da guerrilha. 

“Um dos membros do secretariado das Farc sugeriu o dia 16 de dezembro para a trégua. Que seja”, disse o presidente. “ Quanto mais cedo, melhor. Mais vidas poupamos.”

Na quarta-feira, Santos tinha proposto como 1º de janeiro a data para o cessar-fogo, cujo limite máximo previsto pelo acordo provisório assinado em agosto em Cuba é 31 de março. 

Na mesma quarta-feira, as Farc responderam à primeira sugestão de Santos. “Natal sem temores. Porque esperar o dia 1º Façamos a trégua no dia 16”, disseram as Farc no Twitter. 

Apesar do otimismo, Santos ressaltou que todos os pontos dedicados ao fim do conflito armado devem estar solucionados para o cessar-fogo entrar em vigor. Isso implica definir qual mecanismo de verificação e qual metodologia para o desarmamento serão adotados, além da concentração dos combatentes das Farc em um determinado local para sua desmobilização.

“Se não se concentrarem, não haverá uma trégua efetiva porque temos de seguir combatendo outros grupos armados “, acrescentou Santos, em referência ao Exército de Libertação Nacional (ELN), que ainda está em negociações iniciais de paz com o governo. Creio que seja possível adotar essa proposta com boa vontade de ambos os lados.”

Timochenko, o líder das Farc, questionou as últimas operações militares do Exército contra o grupo. “O aumento das operações tem como objetivo que o cessar-fogo ocorra com o menor número de guerrilheiros vivos?”, questionou.

Ainda ontem, senadores colombianos partiram para Cuba para se reunir com negociadores das Farc e definir detalhes do acordo. / AFP e AP

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