AFP PHOTO / GUILLERMO LEGARIA
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Santos insiste em acelerar novo processo para alcançar um acordo com as Farc

Presidente colombiano afirmou que recebeu centenas de propostas para conseguir novo acordo com a guerrilha que represente uma 'paz estável, duradoura, ampla e profunda'

O Estado de S. Paulo

21 Outubro 2016 | 13h00

BOGOTÁ - O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, insistiu na quinta-feira, 20, em acelerar o processo para conseguir um novo acordo com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) diante da necessidade de "acabar com a incerteza" gerada após a vitória do "não" no referendo do último dia 2.

"Diante do clamor popular contra a necessidade de acabar com a incerteza e avançar, vamos trabalhar a toda velocidade para conseguir o novo acordo", disse Santos, durante um discurso no país. O presidente colombiano explicou que o governo já estabeleceu engrenagens de trabalho para revisar os temas e "decidir sobre os ajustes necessários no termo da distância". "Quero terminar isto em breve, muito em breve", disse.

Além disso, ele disse que na busca de um consenso se reuniu com diversos setores, organizações, partidos políticos, defensores do "não" no referendo e aqueles que o apoiaram no acordo assinado com as Farc, no dia 26 de setembro, em Cartagena, depois de quase quatro anos de negociações em Havana.

"Todos eles, independentemente de sua posição contra o governo, apoiaram decididamente um novo acordo e me pediram para não deixar que este processo morra", afirmou Santos, recordando que a quinta, 20, era a data limite para receber as propostas que se levam a Havana para discuti-las com as Farc.

Ele explicou que o resultado das reuniões realizadas nas duas últimas semanas recebeu "centenas de propostas para conseguir um novo acordo com as Farc que nos permita não apenas alcançar uma paz estável e duradoura, mas uma paz mais ampla e profunda". No entanto, ele disse que, depois de estudar as propostas "há muitos que concordam e são razoáveis" e outras "são difíceis, mas não impossíveis".

Mas, disse, "há outras que são totalmente inviáveis porque partem do princípio, por exemplo, que não há conflito para solucionar e, portanto, não pode ser aplicada nem o direito internacional humanitário nem a justiça de transição que foi criada para ajudar resolver os conflitos armados". / EFE

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