EFE/Leonardo Muñoz
EFE/Leonardo Muñoz

Santos pede à comunidade internacional que pressione Venezuela a restabelecer democracia

Em um artigo publicado no jornal espanhol 'El País', o presidente colombiano criticou a ‘ditadura’ no país liderado por Nicolás Maduro e lamentou que o respeito pelos direitos humanos tenha deixado de existir

O Estado de S.Paulo

17 Agosto 2017 | 10h39

MADRI - O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, pediu à comunidade internacional que pressione "cada vez com mais força" para restabelecer a democracia na Venezuela, em um artigo publicado no jornal espanhol El País no qual critica a "ditadura" do líder chavista Nicolás Maduro.

No texto, que tem como título "Choramos por ti, Venezuela", Santos lamentou que no governo Maduro "ao lado da economia, a democracia também foi destruída (...), a corrupção se converteu em voz corrente do regime e o respeito pelos direitos humanos deixou de existir".

Santos, que nos últimos dias intensificou as críticas ao presidente venezuelano e não descarta a possibilidade de romper relações com o chavista, afirmou que "não pode se entusiasmar e se perpetuar uma ditadura no centro da América Latina".

"Os países da região e da comunidade internacional que defendem os valores da paz e da liberdade devem seguir pressionando, cada vez com mais força e com ações efetivas, por um rápido restabelecimento, quem sabe até pacífico, da democracia nesta grande nação", escreveu o presidente colombiano.

Ele destacou, no entanto, que a posição de Bogotá sempre "foi a de ajudar a buscar uma saída negociada" para a grave crise venezuelana, recordando que a "Colômbia é o país que mais tem a ganhar ou perder" com o que acontecer na nação com a qual compartilha 2,2 mil km de fronteira.

No texto, Santos recordou que advertiu há sete anos o antecessor e mentor de Maduro, Hugo Chávez, que o modelo que defendia não teria êxito. Ele também mencionou a crise econômica venezuelana, citando a severa escassez de alimentos e remédios, além da maior inflação do mundo.

Mas Santos destacou que, com "humor", manteve uma relação "cordial" com Chávez "até seu último dia, apesar de nossas profundas divergências", porque era a chave para alcançar a paz na Colômbia. / AFP

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.