Santos pretende retomar laços comerciais com a Venezuela

Segundo ministro das Finanças, Bogotá espera restabeelcer comércio o quanto antes

Agência Estado

26 de julho de 2010 | 15h23

BOGOTÁ - O presidente eleito da Colômbia, Juan Manuel Santos, que tomará posse em 7 de agosto, buscará restaurar os laços comerciais com a Venezuela quando ocupar o cargo, disse nesta segunda-feira o seu futuro ministro de Finanças, Juan Carlos Etcheverry.

 

Na semana passada, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, rompeu relações diplomáticas com a Colômbia, após o governo colombiano ter acusado, na Organização dos Estados Americanos (OEA), a Venezuela de abrigar acampamentos com 1,5 mil guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

 

"O que nós vamos buscar é restabelecer o máximo de comércio que for possível, o mais breve possível", disse Etcheverry. No meio tempo, o governo colombiano tentará ajudar as empresas que foram afetadas pela queda das transações comerciais.

 

No final de 2009, logo após conflitos diplomáticos entre a Colômbia e a Venezuela, o governo venezuelano quase fechou a fronteira à entrada dos produtos colombianos. A Venezuela foi o segundo maior mercado para os produtos colombianos, mas as exportações colombianas ao vizinho atualmente caíram em cerca de 70%.

 

Petróleo

 

A estatal venezuelana Petroleos de Venezuela, ou PDVSA, está pronta para cortar rapidamente seu fornecimento de petróleo para os Estados Unidos assim que o presidente Hugo Chávez der tal ordem, informou ontem o presidente da empresa, ministro do Petróleo, Rafael Ramirez. Mais cedo, Chávez havia ameaçado cortar o fornecimento de petróleo se a Venezuela fosse atacada pela Colômbia, um aliado próximo de Washington.

 

Segundo o Departamento de Energia dos Estados Unidos, em 2009 os país importou 1,08 milhão de barris diários de petróleo bruto e derivados da Venezuela. "Nós colocamos nossa indústria do petróleo em alerta amarelo, o primeiro passo para uma situação de contingência", disse Ramirez durante uma reunião ministerial em Cuba, segundo meios de comunicação venezuelanos.

 

"Estamos prontos para suspender os embarques de petróleo e derivados para os Estados Unidos se nosso país sofrer qualquer tipo de agressão militar", acrescentou Ramirez. Ele convocou os trabalhadores da empresa a apoiarem Chávez, embora não tenha solicitado qualquer interrupção na produção de petróleo. Fontes da PDVSA informaram, na manhã desta segunda-feira, que todas as operações estavam normais. As informações são da Dow Jones.

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