Santos: processo de paz pode acabar se as Farc continuarem os ataques

Presidente colombiano afirma que situação 'confunde' o povo e chama ações da guerrilha de 'atos de terrorismo'

O Estado de S. Paulo

30 de julho de 2014 | 09h06

BOGOTÁ - O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, ameaçou na terça-feira 29 interromper o processo de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) se a guerrilha persistir com as ações terroristas no país.

"Se continuam com isso (os atentados), estão brincando com fogo e o processo (de paz) pode terminar. Não pode continuar indefinidamente nesta situação, porque confunde o povo colombiano, que não entende", disse o presidente.

Nas últimas semanas, a guerrilha realizou ataques contra caminhões-tanque que transportavam petróleo, contra aquedutos e contra a infraestrutura energética do país, ocasionando grandes danos ambientais. "O que fizeram há poucos dias, atacar um aqueduto é um ato de terrorismo totalmente condenável", disse Santos em referência à destruição do aqueduto do Ariari, que abastece vários municípios do centro do país.

No mais recente ataque contra a infraestrutura, na segunda-feira 28, as Farc dinamitaram várias torres de energia perto de Buenaventura, no sudoeste do país, deixando mais de 400 mil pessoas sem eletricidade na cidade, principal porto da Colômbia no Oceano Pacífico.

Para o presidente, as Farc "estão cavando sua própria fossa política" com as ações contra a população, "porque isso faz com que as pessoas os rejeitem".

O governo colombiano e as Farc estão em um processo de negociação de paz em Havana desde novembro de 2012, no qual chegaram a alguns acordos parciais.

Além das Farc, outra guerrilha, o Exército de Libertação Nacional (ELN), realizou ações recentes de terrorismo como a detonação de dois artefatos na madrugada de terça em Bogotá, que causaram danos materiais e pânico entre a população. Com aproximadamente 1,5 mil combatentes ativos, o ELN aumentou nos últimos anos suas ações armadas, enquanto mantém conversas exploratórias com o governo para iniciar um processo de paz. /EFE

Tudo o que sabemos sobre:
ColômbiaFarc

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.