EFE/José Jácome
EFE/José Jácome

Santos quer arquivar caso sobre doação de dinheiro da Odebrecht para sua campanha

Conselho Nacional Eleitoral realiza uma investigação preliminar em razão das revelações do procurador-geral da Colômbia; ele afirmou que, segundo o ex-senador Otto Bula, a empreiteira teria pago cerca de US$ 1 milhão à campanha do presidente

O Estado de S.Paulo

27 Agosto 2017 | 21h05

BOGOTÁ - O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, por meio de sua defesa, pediu ao Conselho Nacional Eleitoral (CNE) o arquivamento do caso sobre doação de dinheiro em sua campanha presidencial de 2014 por parte da empreiteira brasileira Odebrecht, informou a imprensa local.

O CNE realiza uma investigação preliminar em razão das revelações do procurador-geral da Colômbia, Néstor Humberto Martínez, que afirmou que, segundo o ex-senador Otto Bula, a Odebrecht teria pago cerca de US$ 1 milhão à campanha de Santos.

De acordo com a defesa do presidente, "não existe prova alguma dentro do expediente que permita determinar que o dinheiro da Odebrecht sobre o qual fala o senhor Otto Nicolás Bula e dá origem à investigação entrou formal, material e realmente em tal campanha presidencial", diz a petição de 20 páginas.

Bula disse que uma pessoa vinculada à campanha de Santos recebeu o dinheiro, mas também afirmou que não sabe se tal quantia foi entregue ao político e se foi usado em sua campanha.

O documento apresentado ao CNE pelo advogado de Santos, Alfonso Portela, indica que se o pedido de arquivamento não for acolhido, ele tentará levar o processo para o Congresso.

"Se o Conselho Nacional Eleitoral encontrar alguma situação que dê origem a uma investigação de ordem administrativa, deverá encaminhá-la ao Congresso da República pela ocasião do fórum constitucional, para que as investigações do caso prossigam dentro do procedimento estabelecido", acrescenta a petição.

O Ministério Público da Colômbia informou em março que também verificou que a Odebrecht assinou um contrato em 2 de fevereiro de 2014 com a sociedade panamenha Paddington, vinculada à empresa colombiana Sancho BBDO, por US$ 1 milhão para fazer uma pesquisa de opinião "a fim de conseguir uma aproximação com o governo do presidente Santos". / EFE

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