Santos se reelegeria em 2º turno, diz pesquisa

Presidente colombiano conquistaria novo mandato em todos cenários, mas não teria força para ganhar já no dia 25; candidato de Uribe é principal rival

Reuters, O Estado de S.Paulo

28 de abril de 2014 | 02h08

BOGOTÁ - Há menos de um mês das eleições presidenciais na Colômbia, marcadas para o dia 25, o atual presidente, Juan Manuel Santos, candidato pela coalizão Unidade Nacional, lidera pesquisas de intenção de votos, mas precisaria de um segundo turno para confirmar sua reeleição. Para ganhar já na primeira votação, um dos candidatos precisa obter pelo menos 50% dos votos.

De acordo com dois levantamentos divulgados ontem, Santos tem boa vantagem em relação aos principais concorrentes. Mas enquanto o presidente manteve números semelhantes aos de pesquisas anteriores, Iván Zuluaga, do Centro Democrático, e Enrique Peñalosa, da Aliança Verde,ganharam terreno.

Na pesquisa da consultoria Ipsos, Santos receberia 23% dos votos no primeiro turno contra 15% de Zuluaga - apoiado pelo ex-presidente Álvaro Uribe e crítico das negociações de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) - e 11% de Peñalosa, prefeito de Bogotá entre 1998 e 2001.

O resultado mostra a diminuição de 1% na intenção de voto do atual presidente e aumento de 6% e 3% dos seus principais concorrentes. A pesquisa tem margem de erro de 2,8%.

O levantamento da Datexco, divulgado ontem pelo jornal El Tiempo e pela rádio La W, mostra a mesma tendência: Santos reeleito em qualquer cenário, mas com necessidade de segundo turno. O presidente teria 28,3% dos votos contra 16% de Zuluaga e 15,7% de Peñalosa. Nas simulações de segundo turno, o presidente teria 36,2% dos votos, enquanto Zuluaga obteria 26,6%. Diante de Peñalosa, a vitória seria por 34,1% a 28,5%. A margem de erro também é de 2,8%.

As alianças que os candidatos que passarem para o segundo turno forem capazes de formar serão fundamentais para determinar o vencedor, afirmou o analista político Jairo Libreros ao jornal El Tiempo. "Acredito que no segundo turno o candidato que tiver maior capacidade de se juntar, especialmente, aos conservadores, pode ser o que ocupará o Palácio de Nariño", afirmou Libreros.

As conversas de paz com as Farc, iniciadas em 2012, podem se tornar um dos seus principais argumentos contra o presidente na reta final de campanha, apontou a Ipsos. Neste mês, 63% dos colombianos disseram estar pessimistas quanto a um resultado positivo.

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