Santos usará inteligência contra Farc, diz analista

A estratégia de combate às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) do recém-eleito presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, deve privilegiar às ações de inteligência, em vez do combate direto que foi a marca do governo de Álvaro Uribe. "A guerrilha passa por um momento difícil, com muitas deserções", disse o historiador e analista político Carlos Medina, ressaltando que, diante desse quadro, operações para cooptar esses desertores e incentivar novas defecções seria muito eficaz. "Mesmo assim, ainda não será possível derrotar as Farc por completo porque, apesar da debilidade, já deu mostras no passado de seu poder de recuperação."

AE, Agência Estado

27 de junho de 2010 | 11h56

Medina ainda afirma que Santos deverá flexibilizar sua posição frente aos guerrilheiros: "No fim das contas, um acordo humanitário, para a troca de reféns por guerrilheiros presos, terá de ser feito."

O êxito da política de segurança democrática de Uribe é incontestável. Em oito anos de governo (2002-2010), o líder colombiano acuou as Farc, reduzindo para quase metade a quantidade de combatentes rebeldes. Uribe também reduziu o número de sequestros - que, em 2002, passavam dos 2 mil por ano e hoje não chegam a duas centenas - e obteve a libertação de vários reféns políticos mantidos pelo grupo. Sempre tendo como principal aliada a força do Exército.

De acordo com o especialista, alguns sinais dessa nova forma de combate já foram observados na Operação Camaleão que, em 13 de junho, libertou quatro reféns políticos mantidos pelas Farc havia mais de dez anos. Tudo, sem que nenhuma baixa fosse registrada. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.