Jeff Chiu/AP
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São Francisco volta a impor restrições; EUA batem novo recorde de casos

Prefeita London Breed, uma democrata em primeiro mandato, disse que não estava disposta a esperar por uma determinação em todo o Estado feita pelo governador da Califórnia, Gavin Newsom

Redação, O Estado de S.Paulo

04 de dezembro de 2020 | 23h20

SÃO FRANCISCO - A prefeita da cidade de São Francisco, no Estado americano da Califórnia, anunciou nesta sexta-feira, 4, que ela e líderes políticos em toda área da baía estavam impondo um novo decreto de lockdown e restrições aos negócios diante do aumento das infecções por covid-19.

As medidas são anunciadas no mesmo dia em que os EUA confirmaram 2.506 mortes por covid-19 e mais 225.594 novos casos, um novo recorde diário de infecções no país, de acordo com a contagem independente da Universidade Johns Hopkins.

Em número de casos, a Califórnia assumiu a liderança nesta sexta, com 1.299.360, pouco mais que o segundo colocado, o Texas, que tem 1.298.153, seguido por Flórida (1.039.207), Illinois (770.088) e Nova York (685.364). No total, já são 14.337.640 infecções e 278.594 vítimas do coronavírus  no país, mais que qualquer outro em todo o mundo.

A prefeita London Breed, uma democrata em primeiro mandato, disse que não estava disposta a esperar por uma determinação em todo o Estado feita pelo governador da Califórnia, Gavin Newsom, programada para ocorrer região por região com base em internações em unidades de terapia intensiva.

“O que estamos vendo agora é um aumento diferente de tudo que vimos até agora na pandemia”, disse Breed ao anunciar as restrições durante uma entrevista coletiva.

Breed afirmou que 16.208 infecções foram registradas em São Francisco desde o início da pandemia. A cidade registrou 162 mortes.

A partir do próximo domingo todos os bares e restaurantes, assim como salões de beleza, academias e playgrounds, serão fechados novamente.

As restrições - as mais severas desde a primeira onda, em março e abril - durarão pelo menos até 4 de janeiro de 2021 e afetarão os condados de São Francisco, Alameda, Santa Clara, Contra Costa e Marin.

As autoridades locais tomaram a decisão apesar do fato de ainda não terem mais de 85% dos leitos das unidades de terapia intensiva ocupados, o limite estabelecido ontem pelo governador para que as restrições fossem aplicadas imediatamente.

"Nós não tomamos estas decisões do dia para a noite. Sei o impacto que elas têm sobre as empresas locais, os trabalhadores e todos os nossos moradores, especialmente sem o apoio federal que precisamos. Mas não podemos nos dar ao luxo de esperar e retardar o inevitável. Nosso objetivo é suavizar a curva agora", escreveu Breed pelo Twitter.

Das cinco regiões sanitárias nas quais o plano do governador dividiu o Estado, a área da Baia de São Francisco é a melhor em termos relativos, e a última que se esperava que entrasse na fase de restrições mais duras. 

Ao contrário de março e abril, as lojas poderão permanecer abertas, mas apenas para acomodar 20% do número total de clientes permitidos por sua capacidade, enquanto as escolas continuarão operando de forma presencial.

Na última semana, novos casos de coronavírus detectados na Califórnia chegaram a 15 mil por dia, e as mortes aumentaram de cerca de 15 por dia, no início de novembro, para 113 na última quarta-feira.

Atualmente, a cada minuto há dois óbitos por covid-19 nos EUA, onde o total de mortes ultrapassa 277 mil, e o de casos é de mais de 14 milhões, de acordo com a contagem independente da Universidade Johns Hopkins./REUTERS, EFE e AP  

 

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