São Paulo é eliminada em disputa por Expo 2020; Rússia e Dubai disputam

A cidade de São Paulo foi eliminada na disputa para sediar a Exposição Mundial de 2020 em votação nesta quarta-feira. Rússia e Emirados Árabes Unidos permanecem na disputa pelo evento, em que há muito em jogo em termos de investimento, turismo e orgulho nacional.

Reuters

27 de novembro de 2013 | 14h36

Izmir, na Turquia, também foi eliminada, enquanto Ecaterimburgo, na Rússia, e Dubai, nos Emirados Árabes, avançaram para a rodada final da disputa para abrigar a próxima feira mundial, que será decidida numa votação dos 168 membros do Bureau Internacional de Exposições, com sede em Paris.

Em Dubai, uma multidão de centenas de pessoas aguardava o resultado diante de grandes telões diante do Burj Khalifa, o edifício mais alto do mundo.

Exposições mundiais, nas quais os países participantes aproveitam para mostrar seu poder tecnológico, cultura e arquitetura, são realizadas a cada cinco anos, durante um período de seis meses. Milão será a sede da próxima, em 2015.

As feiras são grandes apostas para os potenciais anfitriões, que estão dispostos a despender bilhões em infraestrutura, hotéis, prédios e outros preparativos para atrair milhões de turistas.

A China informou ter gasto 4,2 bilhões de dólares quando Xangai sediou a última Exposição Mundial, em 2010, o dobro do que despendeu com os Jogos Olímpicos de Pequim.

Alguns órgãos da mídia chinesa publicaram que o custo real ficou perto de 58 bilhões de dólares, muitas vezes superior ao lucro de 164 milhões de dólares que o governo informou ter obtido, principalmente com a venda de ingressos e acordos patrocinados por corporações.

Embora a feira de Xangai tenha atraído o número recorde de 73 milhões de visitantes, nem todos os estandes foram uma grande atração turística.

O número de visitantes à feira de 2000 na cidade alemã de Hannover ficou em menos da metade dos 40 milhões de pessoas esperadas, deixando um déficit de mais de 1 bilhão de euros, de acordo com a mídia da Alemanha.

Mas as feiras ajudam a economia local por causa do grande aumento nos investimentos públicos e por proporcionar ao país anfitrião visibilidade no cenário mundial.

O governo de Dubai fez um forte lobby para sediar a feira em 2020 e está ansioso para que os Emirados sejam a primeira nação do Oriente Médio a abrigar a Exposição Mundial. O país tentou dar destaque à sua infraestrutura de transportes e diz que as instalações vão ser transformadas depois da Expo em um centro de comércio.

(Reportagem de Leigh Thomas; Reportagem adicional de Mirna Sleiman em Dubai)

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