São Petersburgo amanhece de luto após atentado; líderes querem impulsionar cooperação antiterrorista

São Petersburgo amanhece de luto após atentado; líderes querem impulsionar cooperação antiterrorista

Presidente dos EUA, Donald Trump, garantiu apoio à Rússia com relação às ações que adotará após ataque; Conselho de Segurança da ONU qualificou a explosão no metrô de bárbara e covarde

O Estado de S.Paulo

04 Abril 2017 | 02h14

SÃO PETERSBURGO, RÚSSIA - A cidade de São Petersburgo amanheceu de luto, com bandeiras a meio mastro, no dia seguinte à explosão que deixou 11 mortos e 45 feridos no metrô da cidade. O presidente russo, Vladimir Putin, depositou flores vermelhas na entrada da estação onde ocorreu o ataque. Pouco antes, participou de uma reunião com representantes do serviço de inteligência, socorristas e do Ministério do Interior do país.

O ataque, cuja ação ainda não foi reivindicada por nenhum grupo, ocorre logo após a organização jihadista Estado Islâmico (EI) convocar um ataque à Rússia em razão de sua intervenção em apoio às forças do presidente sírio, Bashar Assad, desde setembro de 2015. Autoridades russas anunciaram a abertura de uma investigação por ato terrorista. 

Autoridades anunciaram o reforço das medidas de segurança no metrô de Moscou e em aeroportos.

O presidente dos EUA, Donald Trump, assegurou, após conversa com Putin, apoio total de Washington às ações que Moscou adotará depois do ataque, informou a Casa Branca.  "Trump e Putin concordaram que o terrorismo deve ser derrotado rápida e decididamente", diz o comunicado.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas condenou firmemente o "bárbaro e covarde ataque terrorista". Os 15 membros pediram que os autores do atentado sejam levados à Justiça. 

A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, disse que escreveu a Putin para oferecer suas condolências pelo atentado e ressaltou que "os terroristas não vencerão". "Este foi um ataque horrível em São Petersburgo. Escrevi ao presidente Putin para oferecer minhas condolências e as do povo britânico por este ataque espantoso", afirmou a premiê.

"Certamente que nossos pensamentos têm que estar com as vítimas, com seus amigos e parentes. Mas isto mostra o quão terrível é a ameaça terrorista que todos enfrentamos", ressaltou May.

A embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley, qualificou as imagens em São Petersburgo de "chocantes". "Podem estar certos de que os EUA apoiarão a Rússia para derrotar estes extremistas que seguem atacando gente inocente sem motivo", disse ela.

Combate ao terrorismo. Vladimir Putin chegou a um acordo nesta terça-feira, 4, para impulsionar a cooperação antiterrorista em uma conversa telefônica com a chanceler alemã, Angela Merkel, e com seu colega francês, François Hollande.

"Os interlocutores destacaram a importância de ampliar a cooperação a fim de combater a ameaça terrorista que é comum a todos os países", informou o Kremlin. Além disso, os líderes "concordaram em ativar a troca de informação a respeito entre os serviços secretos" dos três países, acrescentou o governo russo na nota.

Merkel e Hollande aproveitaram a conversa para expressar ao chefe do Kremlin seus "profundas condolências" e lhe pediram que transmitisse o pesar aos parentes das vítimas. / AFP, EFE e REUTERS

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