Saqueadores destruíram duas múmias no Museu Egípcio, diz arqueólogo

Local no centro do Cairo tem a maior coleção mundial de antiguidades da época dos faraós

REUTERS

29 de janeiro de 2011 | 13h03

Saqueadores entraram no Museu Egípcio durante os protestos contra o governo na sexta-feira e destruíram duas múmias faraônicas, disse o principal arqueólogo do país à televisão estatal.

O museu no centro do Cairo, que tem a maior coleção mundial de antiguidades da época dos faraós, está próximo da sede do Partido Nacional Democrático, que comanda o governo. O prédio do partido foi incendiado pelos manifestantes.

"Lamentei profundamente quando cheguei ao Museu Egípcio pela manhã e descobri que algumas pessoas tentaram entrar no museu à força na noite passada", disse Zahi Hawass, presidente do Conselho Supremo de Antiguidades.

"Cidadãos egípcios tentaram brecá-los e foram auxiliados pela polícia turística, mas alguns conseguiram entrar pela parte de cima e destruíram duas das múmias", disse.

Ele afirmou que os saqueadores também arrombaram a bilheteria do museu.

O edifício de dois andares, construído em 1902, abriga dezenas de milhares de objetos, incluindo a maior parte da coleção relacionada a Tutancâmon.

(Reportagem de Yasmine Saleh)

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