Wilmer Gonzalez / Reuters
Wilmer Gonzalez / Reuters

Saques a supermercado deixam um morto no interior da Venezuela

Ao menos 27 pessoas foram presas em San Félix, no Estado de Bolívar; governador chavista culpa 'oportunismo político da oposição'

O Estado de S. Paulo

31 de julho de 2015 | 18h16

CARACAS - Centenas de pessoas saquearam um supermercado ontem na cidade de San Félix, no Estado venezuelano de Bolívar. Ao menos uma pessoa morreu e 27 foram presas. O governador do Estado, o chavista Francisco Rangel prometeu investigar o caso e normalizar o abastecimento de alimentos na região. 

“Os órgãos de inteligência estão trabalhando e investigaremos esse vil assassinato a fundo”, disse o governador ao canal de TV Globovisión. “Tudo está normalizado e amanhã vamos multiplicar a quantidade de alimentos em todos os setores da cidade, com a segurança necessária.”

De acordo com o jornal Correo del Caroní, o saque aconteceu no supermercado Uniferia, onde, acreditava-se, havia armazenados leites, fraldas, café, arroz e farinha de milho. 

Em meio ao tumulto do saque, um homem de 21 anos foi baleado. Não se sabe de onde veio o tiro. Outros mercados foram saqueados na região e a situação ainda é tensa. 

O governador de Bolivar acusou também “pseudo-líderes da oposição” de viajar para o Estado após os saques e disse que investigará a presença deles na região. “Estamos às vésperas das eleições legislativas de dexembro e desajustados que querem derrubar o governo”, disse Rangel. “Com certeza isso aumentará o número de saques e manifestações.”

A Venezuela passa por uma grave crise de escassez e desabastecimento. Os índices não são divulgados há mais de um ano, quando 30% dos produtos da cesta básica estavam em falta. Produtores privados têm cada vez menos acesso a dólares para importar matéria prima e o aparato estatal de produção de alimentos não consegue atender à demanda. / AFP

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