REUTERS/Issac Urrutia
REUTERS/Issac Urrutia

Saques aumentam em Maracaibo em meio a falta de energia elétrica

Grupos violentos invadiram padarias, supermercados, lojas de eletrodomésticos, sapatarias, joalherias, shoppings e saíram levando tudo o que conseguiam carregar

Redação, O Estado de S.Paulo

12 de março de 2019 | 16h21

MARACAIBO, VENEZUELA - Dezenas de lojas na cidade de Maracaibo, capital do estado venezuelano de Zulia, na Venezuela foram saqueados nesta terça-feira, 12, em meio à pane no setor elétrico que começou no dia 7.  Os saques começaram no domingo e se estenderam até a noite de segunda-feira em várias áreas da cidade, na qual vivem cerca de 2 milhões de pessoas.

Grupos violentos invadiram padarias, supermercados, lojas de eletrodomésticos, sapatarias, joalherias, shoppings e saíram levando tudo o que conseguiam carregar. 

Segundo testemunhas,  os saqueadores atuaram em grupo e, em algumas ocasiões, entraram em confronto com membros da Guarda Nacional Bolivariana (GNB, polícia militarizada) sem que até agora haja um balanço oficial de feridos e detidos. Estas fontes dão conta de pelo menos 20 estabelecimentos que terminaram saqueados, em alguns dos quais até a mobília foi roubada.

Através das redes sociais circulam várias fotografias e vídeos que mostram o alcance desta onda de saques cujos prejuízos, até o momento, não foram calculados.

A  Fedecámaras, principal entidade patronal da Venezuela, indicou via Twitter que o setor econômico de Zulia amanheceu "destroçado por ações de vândalos que só ajudam a aumentar a crise econômica com mais escassez".

A situação se estendeu até cidade de San Francisco, no mesmo estado, onde vivem mais de 500 mil pessoas, e incluiu o roubo de telefones celulares, ferramentas vários tipos e aparelhos elétricos, segundo a patronal.

O prefeito de Maracaibo, o chavista Willy Casanova, declarou ontem ao canal estatal que a cidade "está em paz", apesar de os cidadãos enfrentarem "os problemas gerados por esta situação elétrica".

"Criminosos aproveitaram estes casos para tentar gerar alterações da ordem pública e atos terroristas", apontou o prefeito.

O serviço elétrico em Zulia começou a ser restabelecido na noite de segunda-feira, depois de mais de 100 horas contínuas sem luz e até agora boa parte de Maracaibo continua às escuras./ EFE

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