Saques no Chile chegam aos supermercados da capital

Os saques chegam à capital chilena, Santiago, no rastro do forte terremoto que abalou o país na madrugada de sábado. De acordo com a TV local, neste domingo a polícia acionou bombas de gás lacrimogêneo para dispersar saqueadores em supermercados no bairro de Quilicura, no nordeste de Santiago. Segundo informações subsequentes, os saqueadores teriam sido rapidamente dispersados.

TATIANA FREITAS, Agencia Estado

28 de fevereiro de 2010 | 18h48

Mais cedo, houve notícias similares de pessoas saqueando lojas nas cidades ao sul do país, que estão mais perto do epicentro do terremoto de 8,8 graus. Enquanto as reportagens sugeriram que alguns dos saques eram oportunistas, alguns chilenos também temiam que pudesse haver falta de produtos, à medida que a completa extensão do impacto do terremoto começava a ser compreendida neste domingo.

Na cidade de Concepción, a polícia também acionou bombas de gás lacrimogêneo enquanto saqueadores apropriavam-se de tudo, de comida a cigarros.

Redes de supermercados tentaram acalmar os que temiam falta de comida, dizendo que havia quantidade abundante de produtos de primeira necessidade. "Não existe risco de os estoques acabarem", disse um comunicado da Unimarc, a empresa que opera os Supermercados Unimarc, Mayorista 10 e OK Market. Algumas lojas fecharam devido à falta de eletricidade, acrescentou a companhia.

Neste domingo, supermercados publicaram anúncios mostrando que algumas lojas estavam abertas. Canais de TV também veiculavam informações de lojas em funcionamento.

Enrique Ostale, gerente geral da rede de supermercados Lider, e Horst Paulmann, dono da Ceconsud, disseram que o fornecimento não estava em perigo, conforme noticiou o site do jornal chileno El Mercurio. As informações são da Dow Jones.

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