Sarah Palin critica vinculação de retórica política a tiroteio no Arizona

'Imprensa não deveria promover acusação só incita o ódio e a violência que condena', diz republicana

Efe

12 de janeiro de 2011 | 14h10

WASHINGTON - A ex-governadora do Alasca e ex-candidata republicana à vice-presidência dos EUA Sarah Palin denunciou nesta quarta-feira, 12, as acusações que vinculam sua retórica política ofensiva contra os democratas ao tiroteio de sábado em Tucson, no Arizona. O incidente deixou seis pessoas mortas e 14 feridas, entre elas a deputada democrata Gabrielle Giffords.

 

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Sarah, líder do movimento ultraconservador Tea Party, divulgou uma declaração em vídeo de oito minutos quatro dias após o tiroteio em Tucson durante um ato da legisladora democrata. "Os atos de criminalidade monstruosa respondem por si só. Começam e terminam com os criminosos que os cometem", afirmou a política.

 

Durante a campanha para as eleições de novembro, o site de Sarah destacou os distritos considerados "alvos" para os esforços dos conservadores, que incluía Gabrielle.

 

Muitos analistas vincularam o ataque, supostamente realizado por um jovem identificado como Jared Lee Loughner, com esse tipo de discurso inflamado por parte de alguns dirigentes do Tea Party, que atacam duramente o presidente Barack Obama e os políticos democratas.

 

Em sua declaração, Sarah declarou que "especialmente algumas horas após uma tragédia, os jornalistas e comentaristas não deveriam promover uma acusação que só serve para incitar o mesmo ódio e a mesma violência que supostamente condenam". Ela acrescentou que o debate político nos EUA sempre "foi acalorado".

 

"Em um mundo ideal, todas as discussões seriam em termos corteses e todas as diferenças seriam cordiais", disse a política. "Nossos líderes sabiam que não estavam criando um sistema para homens e mulheres perfeitos. Se os homens e as mulheres fossem anjos não haveria necessidade de governo", ressaltou.

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