Sargento americano conta como matou seu primeiro iraquiano

O sargento norte-americano Bobby, 21 anos, integrante de um batalhão de tanques dos "marines" norte-americanos ? uma das unidades de elite que abriu o caminho para Bagdá ? contou à enviada especial do "Journal de Dimanche ", da França, como matou o seu primeiro iraquiano. Pequeno, seco e seguro de si, o jovem sargento Bobby colocou o fuzil de lado e admitiu ser fotografado e dar um depoimento a jornalista francesa Karen Lajon, contando sua visão pessoal dessa guerra. Sem revelar, por enquanto, qualquer remorso, disse que sua bíblia é o livro do tenente coronel Dave Grossman, "Killing", cujo prefácio trata do preço psicológico de apreender a matar em tempo de guerra."Matei meu primeiro iraquiano no dia 20 de março. Não posso dizer que isso tenha mexido muito comigo. Era de noite, só tive que ajustar meu fuzil e, graças à lente de visão noturna integrada, localizei o inimigo sem problema. Para mim , não passava de um ponto de mira, uma sombra que desapareceu de uma só vez, após ter atirado. Esses tipos são idiotas. Não temos nenhum mérito de abatê-los na obscuridade. Podemos vê-los perfeitamente bem, enquanto eles não têm capacidade para captar nada". Sem remorsosPerguntado sobre os remorsos, o sargento afirmou que não tem nenhum, ?pelo menos por enquanto. Talvez mais tarde, mas não acredito. Desde o Vietnã e mesmo da Guerra do Golfo, o dado militar mudou completamente. Somos de tal forma superiores tecnologicamente que podemos nos permitir desenvolver um combate à distância. Não existe mais luta corpo a corpo. Resultado, temos a impressão de estar participando de um vasto vídeo game. Isso sem contar que carregamos sempre conosco o livro do tenente coronel Dave Grossman "Killing ", com um prefácio sobre o preço psicológico de apreender a matar em tempos de guerra e se comportar na sociedade. Essa é a nossa bíblia. É o que nos permite evacuar nosso medo, se é que sentimos ". O sargento também afirmou que não esperava que a guerra durasse tanto tempo. ?Não nos preparamos para uma longa campanha. A única coisa que atrapalha é a falta, às vezes, de cigarros e a roupa. Fora isso continuamos motivados para ir até Bagdá e matar Saddam ". Veja o especial :

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