Sarkozy admite que subestimou protestos em ex-colônia

Presidente diz que tinha optado por não interferir na política da ex-colônia francesa e promete [br]ajuda econômica

, O Estado de S.Paulo

25 de janeiro de 2011 | 00h00

PARIS

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, admitiu ontem que subestimou a crise política na Tunísia, ex-colônia francesa. Sarkozy ofereceu ajuda ao ex-protetorado para uma transição pacífica de governo e ainda justificou a omissão francesa, afirmando que optou por não interferir nos assuntos internos do país africano para não exibir "reflexos coloniais."

Dias antes de o líder deposto da Tunísia Zine al-Abidine Ben Ali deixar o país, a chanceler francesa, Michele Alliot-Marie, foi criticada por oferecer apoio militar da França às autoridades tunisianas para conter os protestos. Pelo menos 78 civis morreram desde o início da crise.

Sarkozy reconheceu que a reação do Palácio do Eliseu aos violentos protestos foi lenta. "Existia desespero, sofrimento e devemos admitir que não avaliamos a situação apropriadamente."

A França comprometeu-se a ajudar na transição de governo, e Sarkozy disse que oferecerá auxílio emergencial, incluindo apoio financeiro, para a economia do país africano. O presidente francês disse que vai buscar e devolver aos tunisianos todo o dinheiro roubado por Ben Ali que está investido na França. Segundo Sarkozy, a Promotoria parisiense já abriu uma investigação preliminar sobre as propriedades de Ben Ali em território francês. / AP e REUTERS

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