Sarkozy chama Ségolène para debate no segundo turno

O candidato conservador Nicolas Sarkozy agradeceu "de todo coração" os cerca de 29,9% de eleitores que o levaram ao segundo turno das eleições presidências francesas, realizadas neste domingo, 22. Sarkozy deve concorrer à presidência, em segundo turno, com a candidata socialista Ségolenè Royal, que teve 25,8% dos votos, segundo as primeiras pesquisas de boca de urna.Sarkozy afirmou que quer unir todos os franceses no sonho de uma república "fraternal". O candidato conservador fez um discurso perante numerosos e entusiasmados partidários que se reuniram na sede do partido UMP. Sobre o segundo turno, que será realizado no dia 6 de maio, Sarkozy chamou a socialista Ségolenè para um "debate de idéias". Segundo ele, deve ser um "debate claro, sincero e respeitoso às pessoas", disse.Para o candidato da UMP, de 52 anos, a decisão dos eleitores delevar ele e a socialista para o segundo turno mostra o "claro"desejo daqueles de que ambos sigam "até o fim no debate entre duasidéias da Nação, dois projetos de sociedade, dois sistemas devalores e duas concepções de política".Após expressar seu "respeito" à primeira mulher com chances reaisde chegar ao Palácio do Eliseu, Sarkozy voltou a reivindicar umdebate de idéias "não desvirtuado", pelo qual os franceses esperamhá "muito tempo".Aos "11 milhões" de franceses que votaram nele neste domingo, oex-ministro do Interior prometeu fazer tudo para ser "digno" daconfiança depositada em sua pessoa.Com as atenções já voltadas para o segundo turno, de onde sairá osucessor de Jacques Chirac, o candidato da UMP declarou que pretende proteger todos os franceses que "têm medo do futuro e se sentem frágeis e vulneráveis".Sarkozy disse que quer proteger o povo da "violência, dacriminalidade, e também da concorrência desleal e da fuga deempresas, da degradação de suas condições de trabalho, da exclusão". A todos os desamparados, quero "devolver a esperança",Acrescentou."Quero dizer a vocês que a França com a qual sonho é uma Françaque não deixará ninguém marginalizado", na qual o mais vulnerávelterá tanto direito "a amor, respeito e atenção quanto o mais forte", afirmou.Sarkozy disse que seu único desejo é "unir o povo francês emtorno de um novo sonho, o de uma república fraternal na qual cada um encontre seu lugar, na qual ninguém tenha medo do outro, e onde a diversidade seja vivida não como uma ameaça, mas como uma riqueza".Ele também convidou "todos os franceses de boa vontade,independentemente de sua origem, de suas crenças e de seuspartidos", a se unirem a ele para que "juntos" seja possívelconstruir essa nova república.Após frisar que quis pôr no coração da política valores como "aidentidade nacional, a autoridade, o trabalho e o mérito", Sarkozydisse que a prioridade é dar "a cada um meios para a realização deseus sonhos". Além disso, prometeu nunca renunciar "a estesprincípios", porque deles dependem "o futuro, a prosperidade e olugar da França no mundo".Matéria alterada às 19h10 para acréscimo de informações

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