Sarkozy defende filho de acusação de nepotismo

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, defendeu seu filho, Jean, de 23 anos, das acusações de nepotismo, surgidas por causa de sua iminente indicação para gerenciar o principal distrito financeiro do país. As notícias de que Jean Sarkozy deve se tornar o presidente da agência que administra o desenvolvimento em La Defense, o último acontecimento de sua carreira meteórica, resultou em protestos e zombarias.

AE, Agencia Estado

13 de outubro de 2009 | 12h36

Atualmente mais de 40 mil pessoas já assinaram uma petição online pedindo que o filho do presidente desista do cargo. Perguntado sobre a agitação a respeito de seu filho, o presidente disse que "não é correto que alguém seja jogado aos lobos sem um motivo e de uma forma excessiva".

O principal partido de oposição francês, o Socialista, pediu formalmente ao presidente para "abandonar seu desastroso projeto que já tornou a França motivo de riso entre as democracias". Mas os aliados de Sarkozy têm dado amplo suporte ao filho do presidente. Um porta-voz do governo insistiu no "direito" de Jean de aspirar a uma carreira própria.

"Eu não peço mais direitos do que ninguém, mas também não peço menos direitos", disse o filho do presidente em entrevista ao jornal "Metro". "Ter o sobrenome Sarkozy torna as coisas mais difíceis como fica evidente depois dos violentos ataques pessoais que tenho enfrentado desde o início." Estudante de segundo ano de Direito, Jean foi eleito em 2008 conselheiro de Neuilly, o rico subúrbio parisiense que deu impulso à carreira de seu pai 30 anos atrás. As informações são da Dow Jones.

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