Sarkozy defende prazo final para negociações com Irã

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, disse hoje que o mês de dezembro precisa ser estabelecido como prazo final para o Irã mostrar progressos nas conversações sobre seu programa nuclear. "Haverá um prazo final, e na minha opinião, é dezembro", disse Sarkozy, quando perguntado sobre a perspectiva de sanções contra o Irã se o impasse continuar.

AE, Agencia Estado

23 de setembro de 2009 | 17h19

A França faz parte do grupo de seis potências que se reunirá com o Irã em Genebra na próxima semana para discutir o programa nuclear iraniano. Os demais países são Estados Unidos, China, Grã-Bretanha, Rússia e Alemanha. Teerã nega que busque o desenvolvimento de armas nucleares e diz que, em vez disso, vai propor discussões para promover o desarmamento global nuclear na reunião de Genebra.

Hoje, também foi divulgada a informação de que a Rússia não descartaria a possibilidade de apoiar novas sanções contra o Irã devido ao seu programa nuclear. "Se houver base suficiente, nós não descartamos" a possibilidade de adotar novas sanções, disse um funcionário russo em Nova York que não quis se identificar. Segundo ele, antes das punições, a Rússia precisa ver evidências colhidas pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) sobre o programa nuclear iraniano, prosseguiu ele. "Nosso critério não se baseia em análises individuais, mas em relatórios e recomendações" da AIEA, concluiu a fonte.

A seguir, a Casa Branca elogiou a "postura construtiva" de Moscou com relação à questão nuclear. No dia 10, no entanto, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, havia afirmado que Moscou não apoiaria novas sanções ao Irã. Segundo ele, o mundo teria tempo suficiente para responder, caso Teerã tentasse enriquecer urânio para produzir armas nucleares. As informações são da Dow Jones.

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