Christophe Karaba/Efe
Christophe Karaba/Efe

Sarkozy descarta aliança com Frente Nacional

Apesar da decisão, presidente prometeu não ignorar eleitores de Marine Le Pen no primeiro turno

AE, Agência Estado

25 de abril de 2012 | 09h48

PARIS - O presidente francês, Nicolas Sarkozy, descartou nesta quarta-feira, 25, a possibilidade de uma aliança entre seu partido e a Frente Nacional (FN) antes do segundo turno da eleição presidencial, mas prometeu não ignorar os eleitores que apoiaram Marine Le Pen no primeiro turno.

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O candidato socialista François Hollande venceu a primeira etapa da disputa, com 28,63% da preferência do eleitorado, e Sarkozy ficou em segundo, com 27,18% dos votos. Já a líder da FN, de extrema direita, obteve quase 18% dos sufrágios.

Para garantir a vitória no segundo turno, no dia 6 de maio, Sarkozy precisará conquistar uma boa parte dos votos que Le Pen obteve no último domingo. As pesquisas, por enquanto, mostram que Sarkozy não terá êxito e que Hollande será eleito presidente por uma margem confortável.

"Não haverá acordo com a Frente Nacional. Não teremos nenhum ministro da Frente Nacional", Sarkozy disse à rádio France Info, mas sinalizou que está disposto a estender a mão aos eleitores de Le Pen.

Após a eleição do fim de semana, Le Pen mudou o foco para as eleições legislativas, que ocorrerão em duas etapas, em 10 e 17 de junho, esperando se beneficiar do apoio que obteve na campanha presidencial.

Sarkozy argumentou que seus seguidores não precisarão escolher entre a extrema direita e o candidato socialista nas eleições legislativas porque apenas 12,5% dos votos são necessários para garantir o segundo turno. "Teremos candidatos em toda parte", disse.

Ao mesmo tempo, o presidente francês apelou aos eleitores de Le Pen. "Me recuso a demonizar homens e mulheres que, ao votarem em Le Pen, expressaram um voto de crise, um voto de desespero, um voto de raiva", afirmou à rádio.

Hollande, por sua vez, disse em rede nacional de TV que Sarkozy pediu às empresas francesas que congelassem os planos de demissões até o fim das eleições.

"Ocorreram intervenções do alto escalão, do presidente que está para sair e dos ministérios, que pediram aos líderes empresariais que esperassem por causa da eleição presidencial", afirmou o candidato socialista.

As informações são da Dow Jones.

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