Yves Logghe/AP
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Sarkozy diz que seguirá com política de expulsão de ciganos apesar de críticas

Presidente diz que seu país 'está chocado' com comparações feitas por comissária europeia

Associated Press

16 de setembro de 2010 | 12h35

BRUXELAS - O presidente francês, Nicolas Sarkozy, disse nesta quinta-feira, 16, que seu país ficou chocado com as comparações de uma funcionária da União Europeia entre a França atual e a França da Segunda Guerra Mundial e confirmou, apesar das críticas, que continuará desmantelando acampamentos ciganos.

 

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Durante um encontro de chefes de Estado da União Europeia em Bruxelas, Sarkozy defendeu suas políticas de expulsão de ciganos, abertamente criticadas por órgãos e governos do bloco europeu.

 

Ele disse que seus colegas europeus e todo o seu país ficaram "chocados" pelas "inaceitáveis" comparações feitas na terça-feira pela comissária europeia de Justiça, Viviane Reding. Na ocasião, ela disse que a França atual se parece com o mesmo país na época da Segunda Guerra, quando também houve deportações em massa.

 

Sarkozy repetiu o discurso que ele e seus aliados vêm usando para justificar a política de expulsão dos ciganos dizendo que se trata de uma questão de segurança e disse que a Comissão Europeia deveria apresentar soluções envolvendo toda a Europa.

 

Na quarta, Sarkozy, sugeriu em tom irônico a Viviane que recebesse os ciganos em Luxemburgo, país natal da representante da União Europeia. A declaração do presidente francês foi uma resposta às críticas feitas por Viviane também na terça-feira, quando chamou a política de deportação de ciganos de vergonhosa.

 

As autoridades francesas dizem que a deportação dos ciganos é voluntária e rebatem as críticas dos órgãos internacionais e da oposição dizendo que o processo ocorre dentro das leis europeias e francesas.

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