Shannon Stapleton/AP
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Sarkozy diz que seu partido não deve explorar caso Strauss-Kahn

'Devemos manter a calma e mostrar um senso de dignidade e decência', afirma o presidente

Agência Estado

17 de maio de 2011 | 13h42

PARIS - O presidente da França, Nicolas Sarkozy, disse nesta terça-feira, 17, a membros de seu partido conservador que eles não devem se posicionar como alguém capaz de tirar vantagem das suspeitas envolvendo o diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, informa o Wall Street Journal. O dirigente do FMI, membro do Partido Socialista, está preso nos Estados Unidos, onde enfrenta uma acusação por estupro.

 

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"Nós devemos manter a calma e mostrar um senso de dignidade e decência", disse Sarkozy a parlamentares da sigla União por um Movimento Popular (UMP), durante um café da manhã a portas fechadas, segundo pessoas com conhecimento do assunto. O primeiro-ministro francês, François Fillon, divulgou alerta similar ao se encontrar com um grupo de parlamentares mais tarde, disseram pessoas presentes. "Ninguém tem interesse em explorar esse caso", afirmou Fillon, segundo relatos. "Strauss-Kahn tem o direito de ser considerado inocente e a vítima tem o direito ao respeito", teria acrescentado.

 

Strauss-Kahn foi preso no sábado sem direito à fiança, após promotores de Manhattan o acusarem em sete quesitos, por supostamente tentar abusar sexualmente de uma empregada do hotel onde estava hospedado. Por enquanto, o influente político francês, um dos principais nomes atualmente nas finanças mundiais, não teve direito à liberdade condicional.

 

Os comentários vêm a público após uma graduada ministra dizer que Strauss-Kahn era acusado de "ações muito sérias", algo que prejudica a imagem do país. "Além da vítima presumida, a empregada, há uma vítima provada ali: a França", afirmou a ministra do Meio Ambiente, Nathalie Kosciusko-Morizet, em entrevista à emissora de televisão Canal Plus, na segunda.

 

Sarkozy não fez comentários públicos sobre Strauss-Kahn. Analistas políticos já disseram que a notícia sobre a prisão do diretor do FMI pode gerar sentimentos contra o establishment, inclusive contra o próprio Sarkozy. Acredita-se que o atual presidente tente a reeleição em 2012.

 

Gravidez

 

O pai do presidente francês, Pal Sarkozy, disse ao jornal Bild que a primeira-dama Carla Bruni está grávida do primeiro filho do casal. "Eles não querem saber o sexo antes, mas estou certo de que será uma menina tão bonita quanto Carla", teria afirmado Pal, segundo o tabloide. As informações são da Dow Jones.

 

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