Sarkozy e Ségolène vão para o 2º turno na França

O candidato conservador Nicolas Sarkozy e a socialista Ségolène Royal vão disputar no próximo dia 6 de maio o segundo turno das eleições presidenciais na França. Com todos os votos apurados (veja tabela), Sarkozy teve 31,11% dos votos, enquanto Ségolène registrou 25,84% da preferência dos eleitores.Em uma eleição com comparecimento excepcional, o candidato centrista François Bayrou apresentou 18,55% e o de ultradireita Jean-Marie Le Pen teve 10,51% dos votos. Apenas esses quatro candidatos tinham chances reais de estar entre os mais votados e seguir ao segundo turno, marcado para o dia 6 de maio.Esta foi uma das eleições mais imprevisíveis dos últimos tempos, depois de uma frenética campanha que teve dezenas de candidatos e que deixou muitos eleitores indecisos e ansiosos para escolher o sucessor do atual presidente, Jacques Chirac: em quatro horas de votação, 31,2% dos eleitores já haviam participado do pleito, a maior participação desde as eleições de 1981, segundo informações do Ministério do Interior francês.Participação excepcionalSegundo os números oficiais, o comparecimento às urnas havia ficou em 84,6% dos eleitores, o que representa 26% a mais de comparecimento em relação às eleições presidenciais de 2002 e superava a participação total nessa etapa da eleição passada, que tinha sido de 73%.So o resultado, o recorde de participação em um primeiro turno das eleições francesas continua sendo o de 1965, quando 84,75% dos eleitores votaram.Conforme o esperado, 70% dos colégios eleitorais fecharam às 18 horas (13 horas em Brasília). No entanto, nas cidades de tamanho médio, 5% deles ficaram abertos por mais uma hora, enquanto nos grandes centros urbanos as seções funcionaram até as 20 horas (15 horas de Brasília).SucessãoO eleito nas eleições presidenciais francesas vai suceder o atual presidente, há 12 anos no poder, Jacques Chirac, que votou acompanhado de sua mulher em Serran, no centro do país, enquanto o primeiro-ministro, Dominique de Villepin, compareceu em um colégio do 17º distrito de Paris acompanhado da esposa e de dois de seus três filhos.O sucessor de Chirac terá de comandar o país líder da União Européia, ao lado da Alemanha. A França teve em 2007 uma opção a mais, o centro, para buscar a saída da estagnação econômica e social na qual seus 64,1 milhões de habitantes estão mergulhados. Os desafios são consideráveis: superar as divergências partidárias, conter o déficit público, reduzir o desemprego (hoje em 9%) e crescer na média européia para apaziguar uma nação onde os conflitos sociais eclodem com freqüência e violência cada vez mais preocupantes.Cientistas políticos vêem os distúrbios que ocorreram nas periferias em outubro e novembro de 2005 como o marco da campanha eleitoral à presidência da França. Na época, jovens inconformados com as mortes de dois adolescentes de origem árabe numa perseguição policial em Clichy-sous-Bois (arredores de Paris) se revoltaram contra o responsável pelo aparato policial, o então ministro do Interior Nicolas Sarkozy e atual primeiro colocado nas pesquisas.ResultadoCandidatoPorcentagemNicolas Sarkozy31,11%Ségolène Royal25,84%François Bayrou18,55%Jean-Marie Le Pen10,51%Olivier Besancenot4,11%Philippe de Villiers2,24%Marie-George Buffet1,94%Dominique Voynet1,57%Arlette Laguiller1,34%José Bové1,32%Frédéric Nihous1,15%Gérard Schivardi0,34%Total: 44,5 milhões de votosFonte: EfeMatéria alterada às 23h08 para acréscimo de informações

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